Psoríase

Um blogue. Um olhar diferente.

Óleo de fígado de bacalhau e psoríase

O leitor Arménio Rosa, no seu recente comentário ao artigo Para tratar a inflamação da psoríase, dá uma indicação pertinente para o tratamento desta doença de pele. Desconhecia esta curiosa alternativa que é, aliás, utilizada desde sempre como tratamento de outros problemas e complemento habitual na alimentação de muitas pessoas.
Diz-nos então o leitor:

Eu tenho psoarise á seis anos e o tratamento natural que melhor resultou em mim foi tomar oleo de figado de bacalhau em capsulas. A vitamina A do bacalhau faz muito bem. Na Alemanha tambem tomam e resulta porque já vi testemunhos de pessoas com psoriase.

Alguém experimentou algo do género? Têm algum feedback para dar?

Psoríase: tratamento pode estar na sua mente

Todos os doentes com psoríase sentem literalmente na pele, além das próprias lesões e outras consequências ao nível das articulações, por exemplo, o forte impacto ao nível psicológico que a doença provoca. São habituais casos de depressão, desespero, tristeza e angústia. Todavia, saiba que tratar da sua mente redundará numa melhoria a olhos vistos. Segundo um artigo denominado Mente Influencia e Causa Problemas e Estragos na Pele da Folha do E. Santo na sua versão on-line:

São diversas as doenças que recebem influência da mente. A depressão, por exemplo, tem um efeito direto sobre o sistema imunológico.

Na pele também podem ocorrer algumas manifestações. O estresse e a ansiedade facilitam a liberação de hormônios, como adrenalina e cortisona, que atuam sobre glândulas sebáceas e alteram a oleosidade da pele.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), 30% dos problemas de pele estão associados a transtornos psíquicos. Algumas dessas ocorrências são a psoríase [....]

Assim, não só pomadas e remédios têm feito parte da receita de dermatologistas. A solução para alguns problemas está em adotar hábitos capazes de reduzir os níveis de estresse e ansiedade.

Os profissionais acreditam que é importante ter a mente saudável e preparada para mudanças.

Além disso, a prática de esportes, de atividades prazerosas e uma noite de sono tranqüila podem contribuir [...,] bem como terapias complementares, como ioga, acupuntura e meditação.

Homeopatia trata psoríase?

Este é um guest post de Marcilene Forechi

Quanto à homeopatia, também já ouvi muitos elogios ao tratamento, mas no meu caso foi um desastre. Comecei a tomar as gotas e em duas semanas não havia um só lugar do meu corpo que não estivesse coberto de placas. Isso foi há uns 15 anos. Tive que tirar licença do trabalho, fui parar no analista e, claro, voltei para o médico alopata. O médico homeopata me disse na época que eu deveria ter insistido que o resultado iria aparecer, mas eu descompensei totalmente…

Já usei methotrexate, um medicamento à base de sulfa, que quase me custou uma parada cardíaca (só soube que era alérgica depois de tomar o remédio), um tratamento à base de algas… (ai, ai)

Também já fiz o tratamento com meladinine e raios UVA (PUVA)… Esse é um tratamento que dá ótimo resultado no curtíssimo prazo, somem todas as placas e não fica uma mancha… mas é muito agressivo, sem falar no risco de câncer de pele no longo prazo. Na primeira vez, fiz queimaduras nos pés (que são muito finos) e fiquei sem andar por uma semana…

Não sei o seu caso, mas no meu há histórico familiar: minha avó paterna e meu pai tinham a doença. Enfim, aprendi a conviver com a psoríase e estou mais tranquila. Não tenho mais muita disposição para tentar tratamentos alternativos se tiver algum risco…

Este é um guest post de Marcilene Forechi

Urinoterapia e psoríase

No artigo de hoje voltaremos a abordar o polémico tema da urinoterapia, tentando novamente obter corroborações à teoria que advoga uma possível cura da psoríase através deste método. O debate foi iniciado por um comentário deixado pelo leitor Daniel Martins ao artigo Cura para a psoríase estará nos Açores? que deu origem ao artigo Amaroli (Urinoterapia) cura psoríase?, um dos mais lidos e discutidos neste nosso espaço.
Para quem nunca ouviu falar do termo, a Amaroli (Urinoterapia) é um método terapêutico alternativo que consiste na ingestão da própria urina do paciente.
Hoje, a questão é relançada pelo comentário de Cris Landell ao artigo supracitado.
Obrigado Cris pela participação, de extrema importância para relançar um debate que se espera, novamente, concorrido. Aqui está o seu comentário:

Eu tentei curar a psoríase com alguns tratamentos, mas acredito que foi com o último (urinoterapia ou amaroli) a causa da cura mesmo. Há 7 anos tive psoríase leve, conseguia conviver com a doença, ir a praia, usar saia e seguia um tratamento com pomada a base de corticoide (propiosol). Porém, um ano atrás tive uma forte crise que fiquei com a pele com uns 70% afetada. Fiquei com umas lesóes feias, minha pele escamava toda, coçava muito, coisa horrível. Procurei outro dermatologista e me receitou uma injeção chamada metotrexato (lexato), 0,5 ml 1 vez por semana, 4 doses, uma por semana. Mas antes de tomar tive que fazer vários exames para ver como estava a saúde dos meus rins e figado, pois os efeitos colaterais são fortes. Tomei somente duas doses, resolvi não terminar o tratamento com medo que meu figado e rins ficassem comprometidos, senti fortes enjoos e uns efeitos colaterais horríveis.Senti que deu uma melhorada de 20% nas lesões, não acreditei muito. Então resolvi apelar para as terapias alternativas: Fiz a cura do limão, durante 20 dias, no primeiro dia espremer um limão e tomar puro, segundo dia 2 e assim por diante até dez limões, e depois decresce, 9, 8, …é aconselhavel tomar de canudinho para evitar a descalcificação dos dentes e não escovar os dentes na hora, esperar uns 30 minutos, assim aconselhou minha dentista. Depois disso, começei a ler sobre a urinoterapia e resolvi experimentar, fiz durante uns quinze dias, toda manhã, o primeiro jato dispensava e depois aparava com um copo uns 100ml. Confesso que não foi fácil, mas faria qualquer coisa pra sair daquela situação. Junto ainda usava, as vezes, a pomada e hidratava com óleo mineral. E aos poucos fui notando melhora, depois fui em outro médico que me receitou capsulas ginkgo biloba e vitamina b6, receitou psorex(propionato de clobetasol)a mesma formula da pomada anterior,em algumas lesões mas ainda tenho a pomada, está quase intacta, nem usei muito, somente em algumas lesões que ainda estavam vermelhas. Também tomei junto levedo de cerveja em capsulas.Faz 3 a 4 meses que eu digo que estou curada, só restaram algumas manchas brancas que aos poucos estão sumindo. Eu até já depilei minhas pernas com cera, coisa que não fazia ha muito tempo. Continuo usando somente o óleo mineral, após o banho, com o corpo ainda molhado, passo em todo corpo.Ah, durante todo tratamento “não tomei sol”, pois sempre desconfiei que o sol prejudicava mais quando estava com lesões escamadas, agora sempre uso filtro solar quando tomo sol e ainda não fiquei exposta ao sol por muito tempo, mas acredito que agora não vai ter problema. Também devo falar das sessões de limpeza de chacras que fiz em um centro espírita holístico. Resolvi relatar tudo, exatamente como aconteceu, é a pura verdade, porque sempre acreditei que ia me curar, mesmo quando ouvia que não tinha cura e aconteceu…Minha saúde está ótima!! E eu também.

Psoríase e stress: que relação?

O stress condiciona negativamente a forma como encaramos o nosso quotidiano, havendo um claro aumento nos últimos anos do número de pessoas que se queixam do problema. Face às adversidades impostas por esta angústia, os nossos mecanismos de defesa passam a actuar de forma inconstante, redundando consequentemente num aumento da probabilidade de contrair doenças ou amplificando um problema do qual já padeça. A psoríase não é uma excepção em todo este sombrio contexto.
Esta introdução serve apenas de ponto de partida a um artigo do sítio Psicosite que, tendo por base um estudo, aflora questões sobre a relação causa/efeito de stress com psoríase. Embora já tenha uns anos, o seu conteúdo é, percebe-se, bastante actual.

[...] Recentemente foi desenvolvido um questionário específico para medir os prejuízos físicos e mentais de pacientes com psoríase.
Os resultados obtidos no primeiro estudo com 150 pacientes na Inglaterra foram os seguintes. A psoríase como causa de stress afeta mais as pessoas que se preocupam com o quê os outros irão pensar de sua aparência. A gravidade e a longa duração não funcionam como agravantes do estresse.
As principais queixas apresentadas eram relativas a estigmatização trazida pela doença com conseqüentes sintomas depressivos. Portanto o principal prejuízo restringe-se à esfera das relações interpessoais. Quer pela crença dos outros que a psoríase seja uma doença contagiosa, quer pela antecipação dos pacientes de serem excluídos socialmente por sua doença. [...]