Psoríase

Um blogue. Um olhar diferente.

Reportagem sobre psoríase

O artigo de hoje tem por base uma reportagem produzida pela Agência Brasil – EBC, Empresa Brasil de Comunicação.

O vídeo almeja consciencializar as pessoas para os problemas que os doentes com psoríase enfrentam, nomeadamente preconceito, bem como factos e formas de tratamento desta doença de pele. Neste caso específico, o enfoque é dado à incidência da doença na América do Sul. Recorde-se que
cerca de nove milhões de sul-americanos sofrem de psoríase, sendo o Brasil o país com o maior número de portadores do problema. O vídeo é bastante esclarecedor. Não percam.

Psoríase do couro cabeludo

A psoríase é uma doença de pele que pode aparecer em todas as idades, pese embora o seu aparecimento seja de facto mais habitual entre os 15 e os 25 anos de idade.
No meu caso, a psoríase surgiu na adolescência, no couro cabeludo, tendo evoluído de uma identicamente incómoda Dermatite Seborreica (também conhecida por seborreia, é um problema crónico caracterizado pela inflamação e escamação da pele).

A psoríase do couro cabeludo é uma das formas de psoríase mais comuns. No entanto, pese embora a sua maior incidência, o seu tratamento é dificultado pelo facto de frequentemente ser confundida com caspa.
Como distinguir então a vulgar caspa da psoríase? É relativamente simples discernir os dois problemas: enquanto a caspa abrange todo o couro cabeludo de uma forma mais ou menos uniforme, a psoríase nesta zona do corpo forma placas muito espessas e dissemelhantes entre si. A psoríase atinge principalmente a nuca, o contorno do cabelo, atrás das orelhas e nos lóbulos. Todavia, muitas das áreas do cabelo ficam sem o problema, enquanto que a caspa é geralmente mais abrangente.
Outra forma de destrinçar caspa de psoríase é passando os dedos pelo cabelo. No caso da psoríase sentem-se saliências, devido ao crescimento das escamas e posterior junção destas entre os fios de cabelo; a caspa não se sente quando passamos os dedos pelo cabelo.
Frequentemente, a psoríase do couro cabeludo é o precursor de outras formas da doença; o meu caso não foi excepção.

Psoriase – Doença sem cura…?

O meu nome é Albano Soares Ferreira. Há alguns anos sofri de psoriase , doença, que na altura em que podia ser bem visível em mim, atormentou tremendamente a minha vida no dia a dia, tanto psicológica, como socialmente.

Então, não tendo encontrado disponível, qualquer resposta eficaz, que me permitisse sanar este mal de que sofria, resolvi-me por começar a aplicar simultaneamente alguns fármacos, que sabia fazerem diminuir em mim, a manifestação dessa doença.

Para facilitar a sua aplicação simultânea e nas doses mais adequadas, optei por dissolvê-los em água, obtendo assim um soluto, que por aplicação regular e continuada, devolveu à minha pele um aspecto saudável, que tenho mantido ao longo dos anos, desde essa altura.

Porém, com estas tão visíveis melhoras, desde logo me vi cercado, por pessoas, que sofrendo do mesmo mal tentavam encontrar em mim uma solução, para esse seu problema.


Assim sendo e por se ter começado a espalhar essa notícia eu acabei, por vir a ser entrevistado, pela jornalista Srª Dª Luísa Couto, para a estação de televisão TVI, que também o fez na qualidade de colaboradora do jornal diário “Açoriano Oriental”.

Esta entrevista, que por alegadas questões de programação não chegou a ser emitida, pela estação televisiva TVI, foi publicada na íntegra no jornal Açoriano Oriental, no dia 21 de Novembro de 2005, com o título: “Açoriano afirma ter descoberto cura para a psoríase”.

Foi assim, que conjuntamente com alguns esclarecimentos sobre a referida doença, com alguns métodos conhecidos, para minimizar os seus efeitos nefastos (já que, pelo menos então, não era conhecida, qualquer cura para esta doença), também saiu acompanhada de uma apreciação médica, que se tornou, desde logo e à partida descabida uma vez, que foi feita por um médico, que não tinha formação especializada, nesta área da saúde. Tudo isto, no seu conjunto, acabou por ocupar por completo, a segunda página da edição do jornal desse dia.

Achando a apreciação médica publicada inadequada, por esta não ter sido solicitada a um médico de doenças de pele, contactei a jornalista, que me esclareceu a respeito, que os clínicos da especialidade de dermatologia, não se encontravam no hospital naquele momento e assim disponíveis para o fazer.
Dado, que necessitaria de um parecer médico, para complementar a reportagem, esse fora o possível, visto aquele clínico, se ter prestado a dá-lo…

O certo é, que passados dois anos e meio sobre a publicação da referida reportagem, continuo sem me ver afectado, por qualquer manifestação visível, dessa tão traumatizante doença, que naquela altura, já se alastrara em grande parte do meu corpo, afectando-me principalmente e quase por completo o couro cabeludo e a minha cara, para além das costas. Foi por esse motivo, que nessa altura me sentira inúmeras vezes inibido de sair de casa, já que me apercebera, que algumas pessoas, principalmente as que costumava cumprimentar com um beijo, sentiam repulsa em fazê-lo…

Desde essa altura (o momento em que me considerei curado dessa doença), apenas uso, como “aftershave” e por mera precaução, um dos seus componentes diluído em água, pese embora, no resto do corpo os sinais da doença, nunca mais tenham voltado a reaparecer!

A certa altura, tendo tomado consciência, de que tinha atingido os meus evidentes limites, para continuar sozinho um caminho, que levasse a aperfeiçoar o produto, com vista a colocá-lo no mercado disponível a todos quantos dele precisassem, não hesitei em procurar outros meios, para o fazer. Foi Assim, que procurei ajuda especializada, tendo contactado telefonicamente laboratórios médicos e um dermatologista, que exerce a sua actividade profissional em Ponta Delgada, com quem me disponibilizei a colaborar. Absurdamente, todas estas “portas” me foram fechadas.

Julgo oportuno referir, que o médico dermatologista, por “alegada falta de tempo” nem sequer quis por a hipótese, de se vir a abordar esse assunto, embora ele decerto fosse do interesse de muitos dos doentes, que lhe passam pela sua consulta hospitalar ou particular, não honrando, de modo algum o juramento de Hipócrates um dia feito. Quanto aos laboratórios médicos contactados, esses informaram-me não estarem abertos, à colaboração de pessoas, que não integrassem os seus próprios quadros de pessoal…

Entretanto o tempo passou! Eu felizmente não me sinto mais vítima, de qualquer discriminação, pois hoje ninguém diria, que algum dia eu sofri de psoriase. Eu próprio ter-me-ia “esquecido” desse facto, não fora o caso de, por vezes, ser contactado por pessoas, que encontram no site www.psoriase.eu/ (page 3), ou também buscando na Google: “Açoriano afirma ter descoberto cura para a psoriase” ou ainda em”Tratamento da psoriase” – “NOTÍCIAS – PORTAL DO CIDADÃO COM DEFICIÊNCIA”, a transcrição completa da reportagem saída no supra citado jornal.

Esse, é o motivo, que me faz fazer publicar esta referência. Nela aproveito, para reafirmar a minha inteira disponibilidade, para vir a ser observado, por um médico da especialidade, que o entenda fazer e, de igual modo, dar a minha total colaboração a qualquer entidade ou pessoa, com conhecimento científico sobre esta doença, a qual possa vir a contribuir, no sentido de se poder caminhar, para o desenvolvimento de um medicamento eficiente e acessível, que permita aliviar o tremendo sofrimento, principalmente psicológico, de tantos milhões de pessoas, que sofrem desta doença – aproximadamente 3% da população mundial.

São vários os médicos da consulta externa do hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, que tiveram oportunidade de diagnosticaram essa doença em mim. Eles são a única prova, que poderia apresentar, de quanto eu, fui afectado por ela nessa altura, pois infelizmente (mas compreensivelmente), sempre destrui todas as fotografias, nas quais me eram visíveis os seus sinais.

É assim, que digo a todos vocês, os que sofrem desta doença, que dois anos e meio depois, da notícia ter sido divulgada, pelo jornal Açoriano Oriental, continuo (embora involuntariamente) com uma eventual solução, para o problema de muitos de vós, guardada na gaveta.

Sei o quanto custa ser alvo de descriminado social. Por isso, espero um dia não me ver partindo deste mundo frustrado, sem ter conseguido tornar úteis os conhecimentos, que adquiri na matéria, apenas, por não ter possuído um “diploma”, que me permitisse fazê-lo…

Albano da Ponte Soares Ferreira

Psoríase pode aparecer em todas as idades?

O artigo que hoje publico nasceu de uma conversa com um amigo que tem psoríase desde adolescente. Ele afirmava que a doença aparecia sempre na juventude. Todavia, não é assim: a psoríase é uma doença de pele que pode aparecer em todas as idades, pese embora o seu aparecimento seja de facto mais habitual entre os 15 e os 25 anos de idade.
No meu caso, a doença surgiu igualmente na adolescência, ainda que tenha evoluído de uma identicamente chata Dermatite Seborreica (também conhecida por seborreia) para psoríase. Actualmente, de psoríase redundou, infelizmente, em artrite psoriática. Pasme-se: a psoríase é um problema que afecta, em todo o mundo, cerca de 125 milhões de pessoas.

Psoríase: Sol pode ajudar

Muito boa esta introdução à notícia Sol é tratamento gratuito para doentes com psoríase do site da JASFarma. Todos sabemos que a praia faz bem à nossa doença; no entanto, muitos dos que sentem na pele a na mente o problema passam pela situação abaixo descrita.

Os raios ultravioletas podem ajudar a minorar a psoríase mas a vergonha impede os doentes de irem à praia. Durante o Verão, os médicos alertam a sociedade em geral para evitar o sol, no entanto os doentes com psoríase são incentivados a apanhar sol uma vez que as zonas de pele afectada quando expostas ao sol podem melhorar. Apanhar sol permite reduzir substancialmente as placas nas grandes superfícies do corpo. Apesar dos benefícios do Sol, a verdade é que quem tem a doença tem vergonha de ir à praia e mostrar o corpo. Grande parte dos cerca de 250 mil portugueses que têm esta doença crónica continuam a ser alvo de rejeição por parte dos outros e por isso vivem isolados e com vergonha de uma pele que não escolheram, mas que herdaram.