Psoríase

Um blogue. Um olhar diferente.

Psoríase: lição de vida V

Hoje temos mais uma lição de vida — a quinta — de quem sofre com a psoríase. Desta vez, falamos de um comentário da leitora Célia ao artigo Pomadas para tratamento da psoríase, deixando um testemunho positivo sobre a forma como se deve encarar esta doença, dando-nos conselhos e uma recomendação.

[...] Tenho psoríase desde os 14 anos. (altura em que faleceu a minha avó paterna).Tinha apenas nos cotovelos e associava aquela ligeira escamação ao facto de andar na escola e roçar com os cotovelos nas secretárias. Aos 28 anos sou mãe e foi o pediatra do meu filho quem me alertou de novo para a aparência dos meus cotovelos. Não liguei.Aos 30 anos, tomei um medicamento para a dor de cabeça e, nessa altura desencadeou-me uma urticaria muito grande. Fui de imediato às Urgências hospitalares e lá foi-me administrada uma injecção para diminuir todo aquele inchaço e mau estar corporal. Desde aí, não sei se tem algo a ver com o caso ou não, mas o certo é que começaram a surgir manchas vermelhas nos meus joelhos. No inicio parecia que eu tinha caído e magoado os joelhos, mas depois começou a cobrir toda a zona dos joelhos e também das pernas.Foi horrível. Deixei de vestir saias e comecei a isolar-me em casa.Quando dava banho ao meu filho sentia dores pois as crostas estalavam. Comecei a evitar também fazer algo que adoro que é praia. Odiei-me durante bastante tempo. Revoltei-me com o mundo.
Mais tarde consegui falar com um homeopata e expor a situação. Segui um tratamento recomendado e melhorei ligeiramente. Mas eu queria ficar sem aquilo nos meus joelhos. Todas as pessoas olhavam para mim com pena. Então de há três anos para cá pensei: Não tem cura mas também não contagia.Comecei a fazer muita praia, a usar saias e corsários e comecei a aplicar uma loção o Psodermil e também na versão pomada. Comigo deu algum resultado visível. hoje apenas tenho umas ligeiras manchas quase imperceptíveis nas pernas e joelhos. Tenho também o cuidado de manter o corpo sempre hidratado.
Vamos ver quando chegar o Inverno, mas neste momento sinto-me bem comigo e isso é o mais importante para poder encarar o mundo de frente. Hoje digo bem alto ” Eu tenho Psoríase” e depois? vamos alternando medicamentos para não criar habituação e quem não gostar que não olhe.
Temos de encarar e aceitar que temos psoríase para podermos lidar melhor com a situação e com os outros.

Recomendo a todos que têm Psoríase que não desistam. Um dia havemos de ter um medicamento que acabe de vez com esta patologia.

Psoríase: lição de vida IV

A leitora que assina como maria, no seu comentário ao artigo Psoríase: que sintomas?, revela a sua positiva mas prudente forma de encarar a psoríase. A sua atitude perante a doença ajudará muita gente.

Diz-nos a leitora:

Olá, tenho 27 anos e psoríase desde os 12. O meu pai, a minha tia materna e uma prima paterna também têm, mas todos com manifestações diferentes. O meu pai e a minha prima não têm qualquer lesão neste momento e eu tenho umas “gotinhas” na barriga mas bastante na cabeça :( . Não é um assunto muito discutido na família, mas faço questão que seja conhecido por todos para que não seja uma surpresa em mais nenhum membro da família. Não considero uma doença, já estou habituada. Para mim é um estilo de vida, se a doença se manifestar mais agressiva é sinal que tenho de acalmar. Sou muito ansiosa mas mesmo assim consigo ter as lesões controladas.
Quero muito ser mãe e sei que o gene da doença será transmitido, mas possivelmente só se manifestará em gerações posteriores.
Não deixem que a doença vos controle. Esqueçam-na mas façam os tratamentos. Optem por prevenir: manter a calma e hidratar a pele.
Comigo vai funcionando… até um dia!

Psoríase: lição de vida III

Mais uma lição de vida de quem sofre com a psoríase. A leitora Ana Moreira, no seu comentário ao artigo Psoríase é doença crónica!, deixou um testemunho bastante positivo sobre a forma alegre como se deve encarar a doença.

[...] Sofro de psoriase desde os 11 anos, actualmente tenho 25. Começou no couro cabeludo, depois pernas, braços e ao poucos pelo corpo todo. Tenho cerca de 40% da área corporal afectada. Também já tenho vários sintomas de artrite psoriática, que piora devido a uma escoliose na coluna. Tudo piora com os corticosteróides, mas é difícil largá-los. É uma chatice, não mata mas moi. E dói, porque quando estou pior tenho dores nas lesões.
Mas enfim, a vida é mesmo assim, que se pode fazer? Nem tudo é mau, aprendemos a olhar para as coisas de outra forma, eu rio-me quando alguém que conheço não vai à praia porque lhe apareceu uma borbulha nas costas, ou porque tem um calo num sítio qualquer ou um corte. Pobres de espírito…
Havemos um dia todos ganhar esta batalha, e até lá… sol, muito sol, e no Inverno tentarmos aguentar, muita calma, muito desporto, e boa mesa, porque a vida vale pelos prazeres que ela nos proporciona… [...]

Dia Mundial da Psoríase

Hoje é dia 29 de Outubro de 2010 no calendário gregoriano. Sexta-feira. Dia Mundial da Psoríase. Gostaria de vos deixar neste dia um vídeo muito interessante e importante produzido pela mão da PSOPortugal – Associação Portuguesa da Psoríase. Nele, figuras públicas como Dália Madruga, Iva Domingues, Carlos Rodrigues ou Hélio Loureiro apresentam a sua relação com a doença, contribuindo com o seu testemunho. Fica uma ideia para hoje: falarmos abertamente sobre a nossa doença com o intuito de ajudar outros que dela padeçam e, ao mesmo tempo, libertarmos os nossos receios e ansiedade!

Psoríase: lição de vida II

A leitora Tatiana, no seu incrível comentário ao artigo Psoríase: efeitos psicológicos, demonstra como todos nós, portadores de psoríase, podemos dar a volta por cima às situações mais difíceis que a nossa doença proporciona. O seu testemunho ajudará muita gente. Muita gente mesmo. Leiam!
Diz-nos a leitora:

Olá pessoal, quero dizer que tenho psoríase em todas as partes do meu corpo. Tentei várioas tratamentos que não deram certo, agora larguei mão disso tudo ( é só gastar dinheiro a toa). Sou Cheff de cozinha e no último restaurante que trabalhei todos me tratavam com preconceito ( e de fato,meus cotovelos são horríveis). Quase fiquei depressiva mas sabe de uma coisa… pedi a conta eu mesma, não to nem aí p a opinião das pessoas, sinto apenas pena pela ignorância desses “cabeças de bagres”. Como sou regeitada em todas as entrevistas de emprego devido ao meu problema resolvi fazer pão caseiro para vender, hoje emprego mais 3 pessoas. Vejo que na verdade meu sofrimento foi em vão. Hoje ganho muito mais do que quando empregada, não preciso aguentar ordens de patrões leigos e ignorantes. Me arrumo muito bem, me perfumo, faço maquiagem, não preciso de psicólogo e nem de “Igrejas” pra levantar minha alta estima. Sou feliz, muito bem casada há 10 anos e tenho duas filhotas lindas. Não fico constrangida qdo as pessoas olham p minha pernas e meus braços com cara de espanto, se vejo q estão olhando eu vou até a pessoa e explico o que tenho p aprenderem. Uso saia, biquines e vivo normalmente, só me lembro que tenho psoríse qdo as pessoas olhasm demais, só. Não fico me matando ao poucos, quero mais é ser feliz. Bjos a todos