Li hoje no sítio da Internet do jornal Destak um artigo bastante esclarecedor intitulado Maioria dos portugueses nunca foi ao dermatologista. O texto, após efectuar uma incisiva e preocupante abordagem em relação ao forte impacto psicológico que os problemas cutâneos provocam a quem padece de doenças do maior órgão do corpo humano, refere números preocupantes que traduzem um descuido incrível da parte das pessoas.

Eis um pequeno excerto do artigo supracitado, que não poderá perder:

[...] 77% dos cidadãos nacionais nunca consultaram um especialista no tema e poucos dos que já o fizeram – 3% – procuram um dermatologista uma ou mais vezes por ano.

Isto apesar de, confirmam as estatísticas, as doenças cutâneas surgirem como a terceira patologia com maior índice de suicídios. «É actualmente reconhecida cientificamente a estreita relação entre a pele e a mente», explica Catarina Severiano, psicóloga no Hospital de Torres Vedras. «É através dela que nos relacionamos intimamente com o outro, logo é através dela que, muitas vezes, exteriorizamos o que sentimos e que, por vezes, dificilmente verbalizamos.» [...]

São os homens e as pessoas com mais idade os que menos pensam na saúde da pele. Os dados das entrevistas a 500 pessoas, realizadas pela ACNielsen, a que o Destak teve acesso, dão conta desse desleixo: 21% dos homens lusos não têm qualquer tipo de cuidados diários com a pele e 63% confessam nunca usar produtos para hidratar a pele, ao contrário das mulheres e dos jovens, que tendem a usar mais cremes adequados ao seu tipo de pele.

No entanto, a pele precisa de rotinas de higiene e hidratação diárias. «Quanto mais flexível, elástica e hidratada estiver, menos ela descama e fica irritada», afirma a dermatologista Leonor Girão. [...]

Embora 64% dos lusos reconheçam a incapacidade em identificar problemas de pele, 57% destacam o melanoma como o problema cutâneo mais preocupante. A acne ocupa a quinta posição (17%), sendo a celulite (8%) mais valorizada que a psoríase (3%), uma doença com gravidade variável, que afecta 250 mil pessoas no nosso país. [...]