Psoríase

Um blogue. Um olhar diferente.

Entrevista na revista Livrevista

Fui entrevistado, por Isabela Zamboni, para a revista Livrevista, através de um convite que chegou pelo Twitter. O trabalho, para o qual dei a minha modesta colaboração respondendo a algumas perguntas, é composto por três artigos de excelência elaborados pela autora supracitada: «Doenças e o fator psicológico», «Estado emocional pode desencadear doenças» e «Doenças de fundo emocional não têm cura».

Aconselho a todos os leitores deste espaço uma leitura atenta da matéria face à importância e pertinência do assunto em debate. Além de testemunhos de doentes, juntam-se vozes de especialistas nos temas em questão. A não perder.

Eis um excerto de um dos artigos supracitados:

[...] Para Maria Marta Battistoni [médica e professora de medicina da Unicamp], as crises podem ser evitadas com um tratamento misto. “Além de seguir as prescrições médicas específicas e os fatores biológicos conhecidos, usando medicamentos, dietas e hábitos de vida mais saudáveis indicados pelo clínico, seria importante que a pessoa procurasse fazer uma psicoterapia a fim de conhecer melhor seu mundo interno, suas fantasias e conflitos para usar outra via de expressão de suas emoções, como o pensamento e a linguagem”, completa a médica. [...]

Um outro interessante apontamento:

[...] Maria Marta também ressalta, com relação às doenças de pele, que muitos dermatologistas percebem a influência da ansiedade e do nervosismo no desencadeamento e no agravamento de certas patologias como eczemas, dermatite atópica, herpes simples, psoríase, pruridos, urticária, hiperidrose, entre outras. “Nesses casos, a doença em si pode também levar a um estresse que contribui para exacerbar ainda mais a condição. Costuma-se ver nesses pacientes uma dificuldade nos relacionamentos interpessoais que podem ser tanto primárias como secundárias à manifestação da doença dermatológica”, completa. [...]

Despesa mensal com psoríase ronda € 200

Já falámos neste espaço da petição pelo reconhecimento da psoríase como doença crónica impulsionada pela PSOPortugal – Associação Portuguesa da Psoríase. Vimos também que, neste âmbito, a associação foi recebida pelos grupos parlamentares do Bloco de Esquerda, CDS/PP, PS, CDU e PSD. O objectivo foi tentar sensibilizar os deputados para a necessidade do Serviço Nacional de Saúde classificar a psoríase como doença crónica. As razões que sustentam o pedido são claras e objectivas. Além disso, há muito que este problema de pele é reconhecido pelos médicos como doença crónica.

Exige igualmente uma medicação constante, sob pena dos sintomas serem agravados. E é em relação a este ponto que gostaria de focar o artigo de hoje.
Eis um pequeno excerto do artigo intitulado «Doentes querem reconhecimento como doença crónica» publicado no jornal Diário de Notícias na sua edição on-line:

[...] “O essencial do problema é que a psoríase é uma doença crónica para nós [doentes] e para os médicos, que a tratam como tal, mas não é vista como uma doença crónica pelo Serviço Nacional de Saúde”, disse hoje à agência Lusa o presidente da PsoPortugal, João Cunha.

“Isso faz com que muitos doentes estejam impedidos de realizar os tratamentos porque nem sequer conseguem adquirir os medicamentos”, afirmou.

De acordo com a mesma fonte, um inquérito realizado junto dos associados da PsoPortugal revelou que a “esmagadora maioria das pessoas” tem uma despesa que ronda os 200 euros por mês.

“Como é fácil perceber, para muitas famílias este é um valor incomportável. Por isso, como a psoríase não mata, muitas vezes as pessoas deixam de fazer o tratamento para comerem, é uma necessidade básica”, lamentou. [...]

Fundo da Pele Vasenol

A Vasenol criou, em Junho passado, um projecto de responsabilidade social que tem como objectivo basilar promover a qualidade de vida das pessoas com doenças de pele, como psoríase, por exemplo. Denominado “Fundo da Pele Vasenol”, o projecto contou inicialmente com a parceria da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) e a Associação Portuguesa da Psoríase (PSOPortugal).

Durante o mês de Outubro, ao comprar qualquer produto da marca Vasenol, saiba que será entregue uma percentagem do valor da venda à PSOPortugal, contribuindo assim para a criação de uma linha telefónica de apoio aos doentes que recorrem àquela entidade.

23andMe

Li hoje no sítio da Internet do Jornal de Notícias um artigo bastante interessante intitulado Teste caseiro lê segredos dos genes. O texto fala de um novo produto, de origem norte-americana, intitulado 23andMe. Considerada a criação mais importante do ano transacto pela conceituada revista Time, o inédito produto vem subindo as suas vendas no mercado português. Trata-se de um teste caseiro que descodifica o genoma humano a partir da saliva. Deste modo, segundo o título do artigo supracitado, «lê segredos dos genes».
Quem utiliza o artigo poderá saber a sua propensão para desenvolver artrite reumatóide ou psoríase, bem como outras doenças.
O produto é, convenhamos, passível de criar alguma polémica.

Eis um excerto do artigo supracitado, que não poderá perder:

Os testes para descodificar o genona e detectar, por exemplo, tendência para o desenvolvimento de diversas patologias não são novidade. O que é inovador nesta empresa [...] é proporcionar um serviço simples e de preço acessível. A aposta num custo bastante mais baixo do que o habitual traduziu-se numa procura global, o que permitiu baixar o preço inicial de mil dólares para 399 (cerca de 280 euros).

Portugal está entre os países onde o serviço está disponível. Fonte da empresa confirmou ao JN que contam com portugueses entre os seus clientes, mas recusou dizer quantos, alegando a política de privacidade da companhia.

Mas, afinal, o que os genes podem dizer sobre nós próprios? Informações curiosas mas não muito relevantes, como a cor do cabelo ou dos olhos, e outras que podem ser de importância fundamental, como a tendência para desenvolver um número muito alargado de doenças. Diabetes tipos 1 e 2, artrite reumatóide, doenças de Crohn e de Parkinson, cancros da mama e da próstata, psoríase e resistência à lactose são alguns dos quadros médicos que podem ser previstos a partir da leitura do ADN (ácido desoxirribonucleico, onde está armazenada toda a informação genética que herdamos dos nossos ancestrais).

Não se trata, contudo, de previsões absolutas, mas antes de tendências que, combinadas com muitos factores como o estilo de vida, podem ou não concretizar-se. A descodificação do genoma humano (conjunto de sequências de 23 pares de cromossomas existentes no núcleo de cada célula) abriu novos caminhos em áreas como a medicina, a farmacoterapia e a investigação criminal. Num futuro que adivinha não muito distante, será possível seleccionar tratamentos com base na configuração genética do indivíduo e até fabricar medicamentos à medida. Mas, também se receia que essa preciosa informação passe a ser usada para fins menos benignos, como impedir a realização de seguros ou, em casos mais extremos, para discriminar no acesso a emprego. [...]

Deputados recebem a PSOPortugal

Já cá falámos da petição pelo Reconhecimento da Psoríase como doença Crónica impulsionada pela PSOPortugal – Associação Portuguesa da Psoríase. Neste âmbito, a associação foi recebida, em audiências separadas, pelos grupos parlamentares do Bloco de Esquerda, CDS/PP, PS, CDU e PSD. O intuito foi exactamente este, tentar sensibilizar os deputados para a necessidade do Serviço Nacional de Saúde classificar a psoríase como doença crónica. As razões? Este problema de pele fica, com maior ou menor intensidade, mais escondido ou mais visível, durante toda a vida. Depois, exige uma medicação constante, sob pena dos sintomas serem agravados. E há muito que a doença é reconhecida pelos médicos como doença crónica
Os cerca de 250 mil portugueses que dela padecem sentem-na igualmente como doença crónica.