Todos os doentes com psoríase sentem literalmente na pele, além das próprias lesões e demais consequências ao nível das articulações, por exemplo, o forte impacto ao nível psicológico que a doença instiga.
Pretendendo avaliar os efeitos emocionais da psoríase nos doentes, a Datamédica, em parceria com a PSOPortugal, Associação Portuguesa da Psoríase, desenvolveram o primeiro estudo sociológico sobre a psoríase em Portugal, auscultando o impacto do problema em 150 doentes com psoríase.
As conclusões do estudo foram apresentadas pela PSOPortugal na inauguração da sua sede em Lisboa.
Excerto da notícia no Portal do Cidadão com Deficiência:

Mostrar as mãos em público, mudar de roupa perto de colegas de balneários ou andar de calções e t-shirt são algumas das situações evitadas pelos doentes com psoríase no local de trabalho. […]
Para 76 por cento dos inquiridos, a psoríase tem efeitos psicológicos na sua vida, sendo que, para 38 por cento, o impacto é muito grande. As idas à praia e à piscina são as situações mais complicadas de exposição para os doentes, devido ao forte estigma que ainda existe em torno da doença. Também a nível familiar, a psoríase tem impacto na vida dos doentes. Para 28 por cento dos inquiridos, a sua sexualidade é afectada pela doença e para 19 por cento a relação com familiares é igualmente influenciada. No que toca ao absentismo laboral, a maioria dos doentes faltou até 20 dias por ano ao trabalho devido à psoríase.
De acordo com João Cunha, presidente da PSOPortugal, “este estudo vem consubstanciar a mensagem que a associação tem transmitido ao longo dos anos: a psoríase tem um forte impacto na qualidade de vida dos doentes, não só em termos físicos pelo seu aspecto e dor que provoca nos doentes, mas também na repercussão que tem a nível familiar, social, profissional, emocional e psicológico”. O responsável acrescenta ainda que “é fundamental alertar a opinião pública para esta doença, que, apesar de ser crónica e ter uma influência enorme na vida dos doentes, não é reconhecida como tal pelo SNS. Há casos de doentes que, devido à falta de comparticipação dos medicamentos, não são tratados porque não têm possibilidades financeiras para o fazer”.