Há uns meses falámos neste espaço da petição pelo reconhecimento da psoríase como doença crónica iniciada pela PSOPortugal – Associação Portuguesa da Psoríase. Escrevemos também noutra altura que, neste âmbito, a associação foi recebida pelos grupos parlamentares do Bloco de Esquerda, CDS/PP, PS, CDU e PSD. O intuito foi tentar sensibilizar os deputados para a necessidade do Serviço Nacional de Saúde classificar a psoríase como doença crónica. (Há muito tempo que este problema de pele é reconhecido pelos médicos como doença crónica.)
E tudo correu pelo melhor. O dia 28 de Janeiro de 2010 irá ficar na história da psoríase em Portugal. «Psoríase já é doença crónica: doentes estão isentos da taxa moderadora» noticia o edição on-line do jornal i.

O Parlamento aprovou hoje o reconhecimento da psoríase como uma doença crónica, ficando os doentes isentos de pagar taxas moderadoras e passando os medicamentos queratolíticos e antipsoriáticos a ser comparticipados pelo escalão máximo.

As medidas decorrem de projectos de lei do Bloco de Esquerda e do CDS-PP, que hoje propuseram ao Parlamento o reconhecimento desta doença de pele como crónica e a alteração do regime de comparticipação dos medicamentos das pessoas afectadas.

“O objectivo é corrigir algumas injustiças que persistem no nosso sistema de apoio social e no domínio da assistência a determinadas doenças”, justificou o deputado bloquista João Semedo.

Pelo CDS-PP, o deputado João Serpa Oliveira lembrou que esta é uma doença cujo tratamento “exige medicamentos de uso exclusivo” e que os doentes pagam, em média, cerca de três mil euros por ano pelo tratamento. “É uma doença extremamente invalidante e é a terceira causa de suicídio”, frisou. [...]

Obrigado a quem de direito. Obrigado.