Psoríase

Um blogue. Um olhar diferente.

Psoríase: curiosidades – I

Hoje iniciamos no blogue uma série de artigos que abordam curiosidades acerca da psoríase. A primeira entrada resulta de um comentário do leitor claudio seki ao post Pomadas para tratamento da psoríase. Que se inicie o debate!
Diz-nos então o leitor:

Tenho psoríase à mais de 30 anos. Um mistério que não consigo resolver é que por durante 2 anos consegui me livrar totalmente dos sintomas da doença, enquanto estive vivendo numa região muito fria no Japão. No auge de minha doença em que lá estive, fui obrigado à raspar totalmente a cabeça devido às feridas e sangramentos e a medida em que me acostumava ao frio ambiente (0 a 10° C) a doença praticamente desapareceu. Minha alimentação na época também não era muito saudável, à base de refeições prontas e congeladas. Também não dirigia e só andava de bicicleta. Até hoje não sei se as baixas temperaturas foram as responsáveis por esse desaparecimento momentâneo da doença. Após dois anos em que retornei ao Brasil a doença novamente se manifestou e hoje uso diariamente pomadas e cremes à base de propionato de globetasol que mantém as placas e dermatites sob controle.
Gostaria de comentassem ou se já passaram por esta situação.

Psoríase: lição de vida IX

A leitora Priscila, no seu comentário ao artigo Cura para a psoríase estará nos Açores?, dá-nos um conjunto de dicas, que chama de regras, que lhe permite controlar a sua psoríase. Mais um testemunho de quem sofre com a doença. Envie-nos a sua história!
Diz-nos a leitora:

Ola, é realmente uma luz no fim do tunel. Convivo com a doença a 5 anos, tenho no rosto e couro cabeludo, cremes dermatologicos nunca funcionaram, sabonetes a base de enxofre diminuiram a coceira, mas o q faz o rosto ficar sem as manchas avermelhadas é o banho de sol, td dia de manha.
Como a minha aparece no rosto, qdo fico nervosa, evito pessoas, situações e muitas vezes ate sai do emprego por conta disso. Aprendi a duras custas a controlar meu emocional, ja que ele é que causa as crises da doença.
Ja fiquei semanas sem ir a casa da minha mãe, ja sumi por hrs do meu marido, td pra evitar uma discussão e o surgimento das feridas.
É claro que não sou um monge tibetano e as vezes mesmo tentando me controlar, não consigo e as feridas aparecem, fazer o que, assumo as consequencias e continuo a viver, pq isso não pode alterar ainda mais meu sistema emocional.
Como não aceito viver sob efeito de remedios calmantes, tenho umas regrinhas, que a 5 anos tem me feito bem:
1- Não sou obrigada a agradar ninguém
2- Não guardo emoções, se quero chorar, choro, se quero xingar, xingo.
3- Evito lugares e pessoas que me estressam
4- Qdo acordo irritada, aviso quem convive comigo e peço pra evitar de se dirigir a palavra (assim não magoo ninguém)
5- Qdo não me adapto a certas pessoas, as evito, mesmo sendo da familia.
6-Evito por a mão no rosto.
7- Resolvo os problemas de imediato.
8- Não me preocupo com o q os outros pensam
9- Busco a minha felicidade acima de td
10- Não guardo rancor.
É isso, não existe milagre para uma doença que a gente mesmo cria, a minha é ligada ao lado emocional.
Ja fiz tratamento com remedios antidepressivos, mas com o tempo viramos escravo deles.
A unica maneira que encontrei de solucionar foi me educar emocionalmente, não é facil no principio, mas com o tempo faz bem tanto pra pele qto pra alma.
Bjooo.

Psoríase e auto-estima

Os doentes com psoríase sofrem — literalmente — na pele, para além das próprias lesões e demais consequências ao nível das articulações, um grande impacto ao nível psicológico que este problema provoca (é conhecida uma elevada taxa de suicídio entre os doentes).
Neste âmbito, não perca a notícia «Psoríase: Maioria dos doentes diz-se com auto-estima afectada» no Diário Digital.
Eis um excerto da mesma:

[...] A maioria dos portugueses que sofre de Psoríase considera que a doença afeta a sua auto-estima de forma negativa e prejudica o relacionamento com os outros, revela um estudo que é hoje divulgado.

De acordo com o «Estudo de Caracterização de doentes com Psoríase», da responsabilidade da Associação Portuguesa de Psoríase e a que a Lusa teve acesso, 69,8 por cento dos inquiridos assumiu que a doença afeta negativamente a sua auto-estima. [...]

Psoríase: lição de vida VIII

O artigo de hoje traz mais uma lição de vida de quem sofre com a psoríase. Falamos de um comentário da leitora Adriana ao artigo Margaridas curam psoríase?, deixando o seu testemunho e ponto de vista sobre a forma como se deve encarar esta doença de pele.

Acho depois de 17 anos da doença que nada adianta. Nada é definitivo, a gente vive de expectativa para ficar livre desta doença. É incrível hoje até transplantados vivem com um orgão de outra pessoa e ninguém descobre a cura da psoríase. Eu acho que nada adianta. Pra mim a única coisa que me melhorol fou injeção de corticoide. Eu tomava de 5 em 5 meses e ficava sem nada, tenho 70% espelhada no corpo e na perna é muito feio. Mas os médicos me proibiram de tomar a injeção e eu estou com a perna horrível e muito vermelha. Estou tomando um remédio metrotexato que me dá nauseas e dor de cabeça.
Tudo é stress, não acredito muito nesta autodestruição que fazemos em nós. Isto é impossível acompanhar durente anos. Pode desencadear mas tem outros problemas por aí,. Se eu tiver minha alimentação sem proteína animal, ou seja não comer carne, leite,derivado, ao menos um mes depois eu faço uma diante apenas 1 dia da semana comendo uma porção pequena eu melhoro sem remédio apenas hidratando a pele. Aí saio da diante e em 48 horas eu estou toda vermelho. Isto é fato, e visível, mas os médios que veem não relaciona, ou seja não tem nada haver é psicológico.
Um abraço espero que ninguém desista da nossa luta, pois apesar de feio tem coisa muito pior. Viver em paz e ceitar nós mesma é um bom passo.
Vou contar um pequeno fato ocorrido comigo. Minha filhas me viu trocando de roupa e falou. -Mãe você não tem estrias e nem celulite. Eu rindo falei com ela:-minha filha eu já tenho psoríase não preciso de mais nada. Deus já me deu o que é meu.
Um abraço a todos e vamos ser felizes com ou sem a psoriase.
Adriana JF

Psoríase: lição de vida VII

A leitora Luciane enviou, numa mensagem de correio electrónico denominada justamente “depoimento para o blog”, o seu testemunho em relação à psoríase.

Diz-nos a leitora:

Meu nome é Luciane, estou com 31 anos e diferente de todos os depoimentos que li, tenho psoríase desde meus 4 anos. Primeiro se manifestou no meu polegar esquerdo e meus pais associaram a doença ao fato de eu chupar o dedo, mas não levaram em consideração o fato de brigarem diariamente na minha frente. Amadores! rs Devagar a doença foi se espalhando pela minha mão esquerda e também está presente no meu polegar direto.
O primeiro diagnóstico médico foi: candida. Dois anos depois foi feita uma biópsia e o dignóstico de psoríase. Fiz vários tratamentos até meus 15 anos e parei com tudo quando percebi que um sol e muito creme (qualquer creme) amenizam o problema. Gosto de variar bastante e recomendo um baratinho: Luvas de Silicone da AVON. Não estou desmerecendo as pomadas e remédios que estão no mercado, mas no meu caso, eles não fazem a mínima diferença.
Sempre tive que explicar para as pessoas que não se trata de uma doença contagiosa, que é crônica e que não dói! Quer dizer, não dói por enquanto, porque tenho medo de ter artrite nas juntas das mãos e sofrer com isso um dia, mas até lá, vou tomando meu solzinho, a minha cervejinha, passando meus creminhos e rindo desses abobados que não vão na praia porque estão acima do peso ou alguma idiotisse desse tipo!!! Eu não permito que a psoríase me impeça de ser feliz! Passo meu esmalte da moda e se alguém se incomoda e ver as minhas descamações, digo apenas que como toda cobra que se preze, troco de pele! uhahuuhahu
Espero que meu depoimento tenho alguma serventia à algum vivente!!!
Que Deus nos abençoe!!! beijoks