Psoríase

Um blogue. Um olhar diferente.

Feliz 2011!

Nestes momentos de viragem de página no calendário gregoriano, importa que ganhemos energia renovada para que possamos compreender a nossa doença mais profundamente e, deste modo, consigamos viver melhor com ela.

Reitero o que digo todos os anos nos posts alusivos a este data: todos são bem-vindos a partilhar experiências sobre a doença que neste espaço nos reúne: a psoríase. Não se inibam de partilhar formas de tratamento, terapêuticas naturais, dicas, dúvidas e anseios, de modo a que possamos ajudar-nos mutuamente.

Caso queiram, poderão contribuir com artigos de vossa autoria que julguem importantes para a nossa comunidade de leitores. Se souberem de algum site que aqui não esteja referenciado, não hesitem em contactar-me. Obrigado.

Que 2011 vos traga tudo de bom! Acreditem, porque irão seguramente melhorar! ;)

Um grande abraço! Feliz Ano Novo!

Psoríase: lição de vida V

Hoje temos mais uma lição de vida — a quinta — de quem sofre com a psoríase. Desta vez, falamos de um comentário da leitora Célia ao artigo Pomadas para tratamento da psoríase, deixando um testemunho positivo sobre a forma como se deve encarar esta doença, dando-nos conselhos e uma recomendação.

[...] Tenho psoríase desde os 14 anos. (altura em que faleceu a minha avó paterna).Tinha apenas nos cotovelos e associava aquela ligeira escamação ao facto de andar na escola e roçar com os cotovelos nas secretárias. Aos 28 anos sou mãe e foi o pediatra do meu filho quem me alertou de novo para a aparência dos meus cotovelos. Não liguei.Aos 30 anos, tomei um medicamento para a dor de cabeça e, nessa altura desencadeou-me uma urticaria muito grande. Fui de imediato às Urgências hospitalares e lá foi-me administrada uma injecção para diminuir todo aquele inchaço e mau estar corporal. Desde aí, não sei se tem algo a ver com o caso ou não, mas o certo é que começaram a surgir manchas vermelhas nos meus joelhos. No inicio parecia que eu tinha caído e magoado os joelhos, mas depois começou a cobrir toda a zona dos joelhos e também das pernas.Foi horrível. Deixei de vestir saias e comecei a isolar-me em casa.Quando dava banho ao meu filho sentia dores pois as crostas estalavam. Comecei a evitar também fazer algo que adoro que é praia. Odiei-me durante bastante tempo. Revoltei-me com o mundo.
Mais tarde consegui falar com um homeopata e expor a situação. Segui um tratamento recomendado e melhorei ligeiramente. Mas eu queria ficar sem aquilo nos meus joelhos. Todas as pessoas olhavam para mim com pena. Então de há três anos para cá pensei: Não tem cura mas também não contagia.Comecei a fazer muita praia, a usar saias e corsários e comecei a aplicar uma loção o Psodermil e também na versão pomada. Comigo deu algum resultado visível. hoje apenas tenho umas ligeiras manchas quase imperceptíveis nas pernas e joelhos. Tenho também o cuidado de manter o corpo sempre hidratado.
Vamos ver quando chegar o Inverno, mas neste momento sinto-me bem comigo e isso é o mais importante para poder encarar o mundo de frente. Hoje digo bem alto ” Eu tenho Psoríase” e depois? vamos alternando medicamentos para não criar habituação e quem não gostar que não olhe.
Temos de encarar e aceitar que temos psoríase para podermos lidar melhor com a situação e com os outros.

Recomendo a todos que têm Psoríase que não desistam. Um dia havemos de ter um medicamento que acabe de vez com esta patologia.

Psoríase: lição de vida IV

A leitora que assina como maria, no seu comentário ao artigo Psoríase: que sintomas?, revela a sua positiva mas prudente forma de encarar a psoríase. A sua atitude perante a doença ajudará muita gente.

Diz-nos a leitora:

Olá, tenho 27 anos e psoríase desde os 12. O meu pai, a minha tia materna e uma prima paterna também têm, mas todos com manifestações diferentes. O meu pai e a minha prima não têm qualquer lesão neste momento e eu tenho umas “gotinhas” na barriga mas bastante na cabeça :( . Não é um assunto muito discutido na família, mas faço questão que seja conhecido por todos para que não seja uma surpresa em mais nenhum membro da família. Não considero uma doença, já estou habituada. Para mim é um estilo de vida, se a doença se manifestar mais agressiva é sinal que tenho de acalmar. Sou muito ansiosa mas mesmo assim consigo ter as lesões controladas.
Quero muito ser mãe e sei que o gene da doença será transmitido, mas possivelmente só se manifestará em gerações posteriores.
Não deixem que a doença vos controle. Esqueçam-na mas façam os tratamentos. Optem por prevenir: manter a calma e hidratar a pele.
Comigo vai funcionando… até um dia!

Psoríase: lição de vida III

Mais uma lição de vida de quem sofre com a psoríase. A leitora Ana Moreira, no seu comentário ao artigo Psoríase é doença crónica!, deixou um testemunho bastante positivo sobre a forma alegre como se deve encarar a doença.

[...] Sofro de psoriase desde os 11 anos, actualmente tenho 25. Começou no couro cabeludo, depois pernas, braços e ao poucos pelo corpo todo. Tenho cerca de 40% da área corporal afectada. Também já tenho vários sintomas de artrite psoriática, que piora devido a uma escoliose na coluna. Tudo piora com os corticosteróides, mas é difícil largá-los. É uma chatice, não mata mas moi. E dói, porque quando estou pior tenho dores nas lesões.
Mas enfim, a vida é mesmo assim, que se pode fazer? Nem tudo é mau, aprendemos a olhar para as coisas de outra forma, eu rio-me quando alguém que conheço não vai à praia porque lhe apareceu uma borbulha nas costas, ou porque tem um calo num sítio qualquer ou um corte. Pobres de espírito…
Havemos um dia todos ganhar esta batalha, e até lá… sol, muito sol, e no Inverno tentarmos aguentar, muita calma, muito desporto, e boa mesa, porque a vida vale pelos prazeres que ela nos proporciona… [...]

Dia Mundial da Psoríase

Hoje é dia 29 de Outubro de 2010 no calendário gregoriano. Sexta-feira. Dia Mundial da Psoríase. Gostaria de vos deixar neste dia um vídeo muito interessante e importante produzido pela mão da PSOPortugal – Associação Portuguesa da Psoríase. Nele, figuras públicas como Dália Madruga, Iva Domingues, Carlos Rodrigues ou Hélio Loureiro apresentam a sua relação com a doença, contribuindo com o seu testemunho. Fica uma ideia para hoje: falarmos abertamente sobre a nossa doença com o intuito de ajudar outros que dela padeçam e, ao mesmo tempo, libertarmos os nossos receios e ansiedade!