Psoríase

Um blogue. Um olhar diferente.

Psoríase nos cotovelos e joelhos

A psoríase é uma doença de pele que pode atingir vários pontos do corpo. Já falámos neste nosso espaço de Psoríase do couro cabeludo, justamente das formas de psoríase mais comuns. No entanto, pese embora a sua maior incidência, o seu tratamento é dificultado pelo facto de frequentemente ser confundida com caspa.

Hoje abordaremos outra manifestação muito comum da psoríase no corpo: os cotovelos e joelhos. Nestas áreas do corpo, torna-se mais fácil descortinar se o problema de pele é de facto psoríase, ao contrário da manifestação da doença no couro cabeludo.
Nos cotovelos e joelhos aparecem placas espessas mas de tamanhos distintos, muitas vezes assemelhadas com escamas brancas, que cobrem o vermelho da pele na zona da lesão.
Estudos indicam que, em cerca de 70% dos casos de doentes com psoríase, a doença localiza-se nos cotovelos e, em cerca de 50% dos casos, nos joelhos.
Importa referir que a psoríase não tem que ter exactamente os mesmos tratamentos nos diferentes locais do corpo. Cada caso é um caso.

Reportagem sobre psoríase

O artigo de hoje tem por base uma reportagem produzida pela Agência Brasil – EBC, Empresa Brasil de Comunicação.

O vídeo almeja consciencializar as pessoas para os problemas que os doentes com psoríase enfrentam, nomeadamente preconceito, bem como factos e formas de tratamento desta doença de pele. Neste caso específico, o enfoque é dado à incidência da doença na América do Sul. Recorde-se que
cerca de nove milhões de sul-americanos sofrem de psoríase, sendo o Brasil o país com o maior número de portadores do problema. O vídeo é bastante esclarecedor. Não percam.

Psoríase: sexo tem influência no tratamento

Li hoje no site BoaSAÚDE a notícia de que o tratamento da psoríase é influenciado pelo sexo do doente. O artigo é sustentado num estudo publicado numa edição do Journal of the American Academy of Dermatology que descobriu que as mulheres têm menos possibilidade de serem tratadas com medicamentos potentes no controle da psoríase do que os homens. O estudo não verificou, no entanto, diferenças entre homens e mulheres no tratamento da psoríase leve.

Um pequeno excerto do artigo que merece indubitavelmente uma leitura atenta:

[...] O estudo, conduzido por pesquisadores da Escola de Medicina Wake Forest em Winston-Salem, N. C., verificou que os homens apresentam uma “chance” três vezes maior do que mulheres de menos de 50 anos de receber medicamentos potentes para tratar a doença. [...]
Uma das causas que podem levar as mulheres a serem tratadas menos adequadamente pode ser o fato de que muitos medicamentos orais utilizados para tratar a psoríase representam risco para mulheres grávidas, segundo o autor Dr. Alan B. Fleischer Jr. Estes medicamentos podem causar defeitos congênitos ou induzir o parto prematuro.
Como resultado, as mulheres acabam por ficar em desvantagem em relação ao tratamento, não usando toda a medicação que os homens utilizam.
Os pesquisadores verificaram que as mulheres afetadas por esta doença e que estejam em idade reprodutiva recebem, com maior freqüência do que os homens, o tratamento com luz ultravioleta, que é uma alternativa aos medicamentos orais. [...]

Psoríase do couro cabeludo

A psoríase é uma doença de pele que pode aparecer em todas as idades, pese embora o seu aparecimento seja de facto mais habitual entre os 15 e os 25 anos de idade.
No meu caso, a psoríase surgiu na adolescência, no couro cabeludo, tendo evoluído de uma identicamente incómoda Dermatite Seborreica (também conhecida por seborreia, é um problema crónico caracterizado pela inflamação e escamação da pele).

A psoríase do couro cabeludo é uma das formas de psoríase mais comuns. No entanto, pese embora a sua maior incidência, o seu tratamento é dificultado pelo facto de frequentemente ser confundida com caspa.
Como distinguir então a vulgar caspa da psoríase? É relativamente simples discernir os dois problemas: enquanto a caspa abrange todo o couro cabeludo de uma forma mais ou menos uniforme, a psoríase nesta zona do corpo forma placas muito espessas e dissemelhantes entre si. A psoríase atinge principalmente a nuca, o contorno do cabelo, atrás das orelhas e nos lóbulos. Todavia, muitas das áreas do cabelo ficam sem o problema, enquanto que a caspa é geralmente mais abrangente.
Outra forma de destrinçar caspa de psoríase é passando os dedos pelo cabelo. No caso da psoríase sentem-se saliências, devido ao crescimento das escamas e posterior junção destas entre os fios de cabelo; a caspa não se sente quando passamos os dedos pelo cabelo.
Frequentemente, a psoríase do couro cabeludo é o precursor de outras formas da doença; o meu caso não foi excepção.

Margaridas curam psoríase?

A cura da psoríase poderá residir numa planta da família das margaridas. Uma pesquisa fascinante que corrobora esta afirmação foi abordada num artigo do site da Dra. Shirley de Campos. Julgo que a versão original da notícia foi divulgada pela Psorisul, uma entidade brasileira sem fins lucrativos, que tem como objectivo principal procurar informações relativas à doença de pele.
Só agora descobri esta informação que tem praticamente cinco anos. Como sou sempre algo céptico em relação a curas para a psoríase, pergunto: Alguém tem mais informações sobre isto? Funcionará de alguma forma?
Eis um excerto da notícia:

Uma planta da família das margaridas tradicionalmente usada pelos índios para combater a psoríase foi estudada por uma equipe do King’s College, de Londres – e os resultados das pesquisas mostraram que as sementes das margaridas exercem não só um, mas dois tipos de ação importantes para o tratamento da doença.

A pesquisa, ainda em fase de laboratório, foi financiada pela companhia britânica que produz medicamentos a partir de plantas, a Phytopharm Plc, e seus resultados vieram a público na Conferência Farmacêutica Britânica, em Manchester, no norte da Inglaterra.

Os cientistas descobriram que as sementes continham uma substância chamada vemodalol, que inibe o crescimento de certas células da pele, produzidas em excesso pelas pessoas que sofrem de psoríase.