O artigo de hoje tem por base uma reportagem produzida pelo Globo Comunidade, um programa jornalístico brasileiro exibido pela Rede Globo.
O vídeo é muito interessante, completo e importante. Pretende, no cômputo geral, consciencializar as pessoas para os problemas e dificuldades que os doentes com psoríase enfrentam, nomeadamente preconceito, bem como factos e formas de tratamento desta doença de pele com enfoque no tratamento biológico, que vem ganhando uma importância crescente. Recorde-se que cerca de nove milhões de sul-americanos sofrem de psoríase, sendo o Brasil o país com o maior número de portadores do problema. A reportagem é bastante elucidativa. A não perder.
Quanto à homeopatia, também já ouvi muitos elogios ao tratamento, mas no meu caso foi um desastre. Comecei a tomar as gotas e em duas semanas não havia um só lugar do meu corpo que não estivesse coberto de placas. Isso foi há uns 15 anos. Tive que tirar licença do trabalho, fui parar no analista e, claro, voltei para o médico alopata. O médico homeopata me disse na época que eu deveria ter insistido que o resultado iria aparecer, mas eu descompensei totalmente…
Já usei methotrexate, um medicamento à base de sulfa, que quase me custou uma parada cardíaca (só soube que era alérgica depois de tomar o remédio), um tratamento à base de algas… (ai, ai)
Também já fiz o tratamento com meladinine e raios UVA (PUVA)… Esse é um tratamento que dá ótimo resultado no curtíssimo prazo, somem todas as placas e não fica uma mancha… mas é muito agressivo, sem falar no risco de câncer de pele no longo prazo. Na primeira vez, fiz queimaduras nos pés (que são muito finos) e fiquei sem andar por uma semana…
Não sei o seu caso, mas no meu há histórico familiar: minha avó paterna e meu pai tinham a doença. Enfim, aprendi a conviver com a psoríase e estou mais tranquila. Não tenho mais muita disposição para tentar tratamentos alternativos se tiver algum risco…
No artigo de hoje voltaremos a abordar o polémico tema da urinoterapia, tentando novamente obter corroborações à teoria que advoga uma possível cura da psoríase através deste método. O debate foi iniciado por um comentário deixado pelo leitor Daniel Martins ao artigo Cura para a psoríase estará nos Açores? que deu origem ao artigo Amaroli (Urinoterapia) cura psoríase?, um dos mais lidos e discutidos neste nosso espaço.
Para quem nunca ouviu falar do termo, a Amaroli (Urinoterapia) é um método terapêutico alternativo que consiste na ingestão da própria urina do paciente.
Hoje, a questão é relançada pelo comentário de Cris Landell ao artigo supracitado.
Obrigado Cris pela participação, de extrema importância para relançar um debate que se espera, novamente, concorrido. Aqui está o seu comentário:
Eu tentei curar a psoríase com alguns tratamentos, mas acredito que foi com o último (urinoterapia ou amaroli) a causa da cura mesmo. Há 7 anos tive psoríase leve, conseguia conviver com a doença, ir a praia, usar saia e seguia um tratamento com pomada a base de corticoide (propiosol). Porém, um ano atrás tive uma forte crise que fiquei com a pele com uns 70% afetada. Fiquei com umas lesóes feias, minha pele escamava toda, coçava muito, coisa horrível. Procurei outro dermatologista e me receitou uma injeção chamada metotrexato (lexato), 0,5 ml 1 vez por semana, 4 doses, uma por semana. Mas antes de tomar tive que fazer vários exames para ver como estava a saúde dos meus rins e figado, pois os efeitos colaterais são fortes. Tomei somente duas doses, resolvi não terminar o tratamento com medo que meu figado e rins ficassem comprometidos, senti fortes enjoos e uns efeitos colaterais horríveis.Senti que deu uma melhorada de 20% nas lesões, não acreditei muito. Então resolvi apelar para as terapias alternativas: Fiz a cura do limão, durante 20 dias, no primeiro dia espremer um limão e tomar puro, segundo dia 2 e assim por diante até dez limões, e depois decresce, 9, 8, …é aconselhavel tomar de canudinho para evitar a descalcificação dos dentes e não escovar os dentes na hora, esperar uns 30 minutos, assim aconselhou minha dentista. Depois disso, começei a ler sobre a urinoterapia e resolvi experimentar, fiz durante uns quinze dias, toda manhã, o primeiro jato dispensava e depois aparava com um copo uns 100ml. Confesso que não foi fácil, mas faria qualquer coisa pra sair daquela situação. Junto ainda usava, as vezes, a pomada e hidratava com óleo mineral. E aos poucos fui notando melhora, depois fui em outro médico que me receitou capsulas ginkgo biloba e vitamina b6, receitou psorex(propionato de clobetasol)a mesma formula da pomada anterior,em algumas lesões mas ainda tenho a pomada, está quase intacta, nem usei muito, somente em algumas lesões que ainda estavam vermelhas. Também tomei junto levedo de cerveja em capsulas.Faz 3 a 4 meses que eu digo que estou curada, só restaram algumas manchas brancas que aos poucos estão sumindo. Eu até já depilei minhas pernas com cera, coisa que não fazia ha muito tempo. Continuo usando somente o óleo mineral, após o banho, com o corpo ainda molhado, passo em todo corpo.Ah, durante todo tratamento “não tomei sol”, pois sempre desconfiei que o sol prejudicava mais quando estava com lesões escamadas, agora sempre uso filtro solar quando tomo sol e ainda não fiquei exposta ao sol por muito tempo, mas acredito que agora não vai ter problema. Também devo falar das sessões de limpeza de chacras que fiz em um centro espírita holístico. Resolvi relatar tudo, exatamente como aconteceu, é a pura verdade, porque sempre acreditei que ia me curar, mesmo quando ouvia que não tinha cura e aconteceu…Minha saúde está ótima!! E eu também.
O stress condiciona negativamente a forma como encaramos o nosso quotidiano, havendo um claro aumento nos últimos anos do número de pessoas que se queixam do problema. Face às adversidades impostas por esta angústia, os nossos mecanismos de defesa passam a actuar de forma inconstante, redundando consequentemente num aumento da probabilidade de contrair doenças ou amplificando um problema do qual já padeça. A psoríase não é uma excepção em todo este sombrio contexto.
Esta introdução serve apenas de ponto de partida a um artigo do sítio Psicosite que, tendo por base um estudo, aflora questões sobre a relação causa/efeito de stress com psoríase. Embora já tenha uns anos, o seu conteúdo é, percebe-se, bastante actual.
[...] Recentemente foi desenvolvido um questionário específico para medir os prejuízos físicos e mentais de pacientes com psoríase.
Os resultados obtidos no primeiro estudo com 150 pacientes na Inglaterra foram os seguintes. A psoríase como causa de stress afeta mais as pessoas que se preocupam com o quê os outros irão pensar de sua aparência. A gravidade e a longa duração não funcionam como agravantes do estresse.
As principais queixas apresentadas eram relativas a estigmatização trazida pela doença com conseqüentes sintomas depressivos. Portanto o principal prejuízo restringe-se à esfera das relações interpessoais. Quer pela crença dos outros que a psoríase seja uma doença contagiosa, quer pela antecipação dos pacientes de serem excluídos socialmente por sua doença. [...]
Já aqui fizemos referência ao artigo Sol é tratamento gratuito para doentes com psoríase do site da JASFarma. Todos sabemos que o sol faz bem à nossa doença. Em países com mais horas de sol por ano, como Portugal, a prevalência da psoríase tende a ser menos abrangente, principalmente se compararmos com países nórdicos como a Suécia, Noruega, Dinamarca ou Finlândia. Neste último país até existem políticas específicas direccionadas especificamente ao controlo da doença. Algumas destas importantes medidas abrangem o pagamento de deslocações e apoio nas despesas a doentes, para que se possam dirigir a locais onde existam empresas reconhecidas e conceituadas no tratamento do problema de pele.
Paradoxalmente, por contraponto a esta ideia que apenas países com muitas horas de luz solar por ano beneficiam de uma menor incidência da doença, encontramos os esquimós. Este povo, que habitualmente habita nas regiões em redor do Círculo Polar Ártico, como o leste da Sibéria, norte do Alasca e do Canadá, e a Gronelândia, praticamente não é atingido pela doença. Impressionante!
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