Psoríase

Um blogue. Um olhar diferente.

Sardinhas e cavalas combatem psoríase

Quem sofre de psoríase sabe que a adopção de uma alimentação saudável poderá ajudar sobremaneira no tratamento da doença. O que talvez não saiba é que o consumo de sardinhas e cavalas pode ser um complemento alimentar altamente benéfico para os portadores desta doença de pele, devido à acção de que os seus componentes desenvolvem no combate a reacções alérgicas e inflamatórias da pele, como psoríase ou eczema.

Ora atentem neste pequeno excerto do artigo intitulado «Sardinhas: as mais saudáveis do planeta» publicado no jornal Diário de Notícias na sua versão on-line:

“Na costa portuguesa existem provavelmente dos alimentos mais saudáveis no planeta: as sardinhas e as cavalas”, acredita o nutricionista Custódio César, referindo que são peixes ricos em ácidos gordos, principalmente o ómega 3, importantes na prevenção do cancro. “Também previnem problemas cardiovasculares, reduzem o colesterol total, a pressão arterial e são importantes na agregação das plaquetas”, diz. Mais: combatem reacções alérgicas e inflamatórias da pele, como psoríase ou eczema. Previnem ainda depressões ou doenças degenerativas como a Alzheimer. Também “devem ser consumidos durante a gravidez, para aumentar a produção das células cerebrais do feto” [...]

Fundo da Pele Vasenol

A Vasenol criou, em Junho passado, um projecto de responsabilidade social que tem como objectivo basilar promover a qualidade de vida das pessoas com doenças de pele, como psoríase, por exemplo. Denominado “Fundo da Pele Vasenol”, o projecto contou inicialmente com a parceria da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) e a Associação Portuguesa da Psoríase (PSOPortugal).

Durante o mês de Outubro, ao comprar qualquer produto da marca Vasenol, saiba que será entregue uma percentagem do valor da venda à PSOPortugal, contribuindo assim para a criação de uma linha telefónica de apoio aos doentes que recorrem àquela entidade.

Emoções e psoríase

Já debatemos neste espaço o forte impacto ao nível psicológico que a psoríase provoca, nomeadamente através dos artigos Psoríase: tratamento pode estar na sua mente e Psoríase: efeitos psicológicos.
É incontestável que o nosso cérebro, quando deprimido, concita o aparecimento de várias complicações de saúde e multiplica a manifestação de outros problemas clínicos. E, entre os doentes com psoríase, são habituais casos de depressão, desespero, tristeza e angústia.
Resolvi trazer novamente este tema ao blogue após ter lido um esclarecedor artigo intitulado «Emoções e sua relação com os problemas da pele» da autoria de Maria Alice Nascentes Coelho e publicado no jornal O Debate na sua versão on-line.

Pela sua pertinência para o tema deste post, aconselho vivamente uma leitura atenta. Eis um excerto:

Não é demais dizer que as emoções são o que movem o ser humano. Isso pode ser comprovado nas ações e reações das pessoas que são impulsionadas pelos sentimentos. Seja em poemas e nas obras dos artistas ou em doenças, as emoções podem dar sua contribuição.

Segundo a médica e psicanalista, Soraya Hissa de Carvalho, a emoção é um impulso neural que move um organismo para a ação. “A emoção se manifesta por sinais elétricos acompanhados de uma descarga hormonal e de manifestações comportamentais, desencadeando uma tensão no organismo cujo objetivo é colocá-lo em movimento rumo a um novo equilíbrio”, explica a médica. [...]

As emoções, tanto positivas quanto negativas, podem abalar a saúde. Prova disso é a psicodermatose, doença da pele que tem com o causa a emoção. Segundo estimativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a causa dos problemas de pele de um em cada três pacientes é emocional, incluindo estresse, ansiedade e depressão. “A pele tem relação estreita com a nossa mente e reflete muito do que se passa em nosso interior, pois é altamente sensível às nossas emoções”, afirma Soraya.

O laço entre pele e sistema nervoso, segundo a psicanalista, existe desde o ventre materno. [...]

São diversas as doenças que recebem ao menos alguma influência da emoção. “As pessoas somatizam os momentos de tensão das mais diferentes formas. Um exemplo clássico de psicodermatose é o da estudante que tem acne bem às vésperas do vestibular”, exemplifica Soraya. Entre as doenças da pele que podem ter como causa a emoção estão o vitiligo, psoríase, descamações, dermatites, acne, oleosidade, verrugas, manchas e até rugas. [...]

Sol e psoríase

Quem sofre de psoríase sabe que o Sol ajuda sobremaneira no tratamento da doença; apanhar sol contida e moderadamente é altamente benéfico. No entanto, certos casos de psoríase podem piorar após exposição solar. É o que diz um artigo muito pertinente do Diário de Notícias na sua edição on-line. A notícia, intitulada «Psoríase e acne podem melhorar com o sol», refere:

[...] O dermatologista Osvaldo Correia avisa, porém, que é preciso ter alguns cuidados: “A psoríase frequentemente melhora com o sol, mas a pele deverá ser intensamente hidratada para não haver comichão. Se surgirem algumas lesões, devem de imediato ser tratadas para não haver agravamento com a chegada do Outono e do Inverno.”

De acordo com este especialista, “alguns tipos de psoríase apresentam melhora após os banhos de sol, mas há uma percentagem pequena que pode piorar”. [...]

Os raios do astro-rei podem ajudar a atenuar as lesões da psoríase porém… o constrangimento impede muitos doentes de irem à praia. E este é um ponto deveras preocupante.

23andMe

Li hoje no sítio da Internet do Jornal de Notícias um artigo bastante interessante intitulado Teste caseiro lê segredos dos genes. O texto fala de um novo produto, de origem norte-americana, intitulado 23andMe. Considerada a criação mais importante do ano transacto pela conceituada revista Time, o inédito produto vem subindo as suas vendas no mercado português. Trata-se de um teste caseiro que descodifica o genoma humano a partir da saliva. Deste modo, segundo o título do artigo supracitado, «lê segredos dos genes».
Quem utiliza o artigo poderá saber a sua propensão para desenvolver artrite reumatóide ou psoríase, bem como outras doenças.
O produto é, convenhamos, passível de criar alguma polémica.

Eis um excerto do artigo supracitado, que não poderá perder:

Os testes para descodificar o genona e detectar, por exemplo, tendência para o desenvolvimento de diversas patologias não são novidade. O que é inovador nesta empresa [...] é proporcionar um serviço simples e de preço acessível. A aposta num custo bastante mais baixo do que o habitual traduziu-se numa procura global, o que permitiu baixar o preço inicial de mil dólares para 399 (cerca de 280 euros).

Portugal está entre os países onde o serviço está disponível. Fonte da empresa confirmou ao JN que contam com portugueses entre os seus clientes, mas recusou dizer quantos, alegando a política de privacidade da companhia.

Mas, afinal, o que os genes podem dizer sobre nós próprios? Informações curiosas mas não muito relevantes, como a cor do cabelo ou dos olhos, e outras que podem ser de importância fundamental, como a tendência para desenvolver um número muito alargado de doenças. Diabetes tipos 1 e 2, artrite reumatóide, doenças de Crohn e de Parkinson, cancros da mama e da próstata, psoríase e resistência à lactose são alguns dos quadros médicos que podem ser previstos a partir da leitura do ADN (ácido desoxirribonucleico, onde está armazenada toda a informação genética que herdamos dos nossos ancestrais).

Não se trata, contudo, de previsões absolutas, mas antes de tendências que, combinadas com muitos factores como o estilo de vida, podem ou não concretizar-se. A descodificação do genoma humano (conjunto de sequências de 23 pares de cromossomas existentes no núcleo de cada célula) abriu novos caminhos em áreas como a medicina, a farmacoterapia e a investigação criminal. Num futuro que adivinha não muito distante, será possível seleccionar tratamentos com base na configuração genética do indivíduo e até fabricar medicamentos à medida. Mas, também se receia que essa preciosa informação passe a ser usada para fins menos benignos, como impedir a realização de seguros ou, em casos mais extremos, para discriminar no acesso a emprego. [...]