Dezembro 31, 2009 | Geral | por Helder Encarnação
Neste novo ano que amanhã começa, reitero o que disse no início desta aventura on-line, e no que digo em todos os posts de final de ano: participem!
Todos são bem-vindos a partilhar experiências sobre a doença que neste espaço nos reúne, a psoríase. Não se inibam de partilhar formas de tratamento, terapêuticas naturais, dicas, dúvidas e anseios, de modo a que possamos ajudar-nos mutuamente.
Caso queiram, poderão contribuir com artigos de vossa autoria que julguem importantes para a nossa comunidade de leitores. Se souberem de algum site que aqui não esteja referenciado, não hesitem em contactar-me. Obrigado.
Que 2010 vos traga tudo de bom! Acreditem, porque irão seguramente melhorar!
Um grande abraço!
Dezembro 15, 2009 | Sem categoria | por Helder Encarnação
A psoríase das unhas, ou psoríase ungueal, é uma das formas mais comuns de manifestação da doença, afectando cerca de metade dos doentes com psoríase. No entanto, pese embora a sua grande incidência, o seu tratamento é dificultado pelo facto das deformações que a mesma provoca nas unhas serem muitas vezes confundidas com ataques de fungos. Esta confusão poderá trazer graves consequências uma vez que, caso não haja tratamento, a psoríase ungueal poderá redundar em deformações várias que podem conduzir a incapacidade funcional, por exemplo.
O sítio Psorinfo da LEO Pharma, no artigo intitulado «Psoríase das unhas?» – que é indubitavelmente de consulta obrigatória nesta temática – indica:
[...] A psoríase das unhas pode levar à incapacidade funcional porque os doentes podem ter dificuldade em pegar nos objectos, pois as suas unhas estão muito espessas e descoladas do sabugo. As pessoas que têm trabalhos manuais correm o risco de causar mais lesões nas unhas. O contacto com agentes irritantes e a água pode originar o crescimento de fungos. A natureza desagradável da psoríase das unhas causa também angústia aos doentes, e com razão, porque as mãos, tal como acontece com a cara, são muito importantes nas relações interpessoais. As nossas mãos permitem-nos comunicar com outras pessoas e tocá-las. [...]
Não percam o restante artigo que é de grande importância e utilidade.
Novembro 30, 2009 | Geral | por Helder Encarnação
A psoríase gutata, ou psoríase em gotas, é uma forma rara de manifestação da doença, atingindo cerca de 2% dos doentes. Este tipo de psoríase caracteriza-se por apresentar, no corpo do doente, um conjunto de lesões pequenas e arredondadas em forma de gotas de água. (A palavra gutata deriva do latim gutta, que significa gota.)
O sítio Psorinfo da LEO Pharma, no artigo intitulado «Psoríase gutata» – que é de consulta obrigatória nesta matéria – refere:
[...] O seu aparecimento é muitas vezes severo e segue-se frequentemente a uma infecção estreptocócica da garganta (como a rinofaringite, faringite ou amigdalite). Este tipo de psoríase tende a entrar em remissão espontânea após várias semanas. Pode reaparecer sob a mesma forma, ou na forma clássica da psoríase.
Novembro 17, 2009 | Geral | por Helder Encarnação
Fui entrevistado, por Isabela Zamboni, para a revista Livrevista, através de um convite que chegou pelo Twitter. O trabalho, para o qual dei a minha modesta colaboração respondendo a algumas perguntas, é composto por três artigos de excelência elaborados pela autora supracitada: «Doenças e o fator psicológico», «Estado emocional pode desencadear doenças» e «Doenças de fundo emocional não têm cura».
Aconselho a todos os leitores deste espaço uma leitura atenta da matéria face à importância e pertinência do assunto em debate. Além de testemunhos de doentes, juntam-se vozes de especialistas nos temas em questão. A não perder.
Eis um excerto de um dos artigos supracitados:
[...] Para Maria Marta Battistoni [médica e professora de medicina da Unicamp], as crises podem ser evitadas com um tratamento misto. “Além de seguir as prescrições médicas específicas e os fatores biológicos conhecidos, usando medicamentos, dietas e hábitos de vida mais saudáveis indicados pelo clínico, seria importante que a pessoa procurasse fazer uma psicoterapia a fim de conhecer melhor seu mundo interno, suas fantasias e conflitos para usar outra via de expressão de suas emoções, como o pensamento e a linguagem”, completa a médica. [...]
Um outro interessante apontamento:
[...] Maria Marta também ressalta, com relação às doenças de pele, que muitos dermatologistas percebem a influência da ansiedade e do nervosismo no desencadeamento e no agravamento de certas patologias como eczemas, dermatite atópica, herpes simples, psoríase, pruridos, urticária, hiperidrose, entre outras. “Nesses casos, a doença em si pode também levar a um estresse que contribui para exacerbar ainda mais a condição. Costuma-se ver nesses pacientes uma dificuldade nos relacionamentos interpessoais que podem ser tanto primárias como secundárias à manifestação da doença dermatológica”, completa. [...]
Outubro 31, 2009 | Geral | por Helder Encarnação
Já falámos neste espaço da petição pelo reconhecimento da psoríase como doença crónica impulsionada pela PSOPortugal – Associação Portuguesa da Psoríase. Vimos também que, neste âmbito, a associação foi recebida pelos grupos parlamentares do Bloco de Esquerda, CDS/PP, PS, CDU e PSD. O objectivo foi tentar sensibilizar os deputados para a necessidade do Serviço Nacional de Saúde classificar a psoríase como doença crónica. As razões que sustentam o pedido são claras e objectivas. Além disso, há muito que este problema de pele é reconhecido pelos médicos como doença crónica.
Exige igualmente uma medicação constante, sob pena dos sintomas serem agravados. E é em relação a este ponto que gostaria de focar o artigo de hoje.
Eis um pequeno excerto do artigo intitulado «Doentes querem reconhecimento como doença crónica» publicado no jornal Diário de Notícias na sua edição on-line:
[...] “O essencial do problema é que a psoríase é uma doença crónica para nós [doentes] e para os médicos, que a tratam como tal, mas não é vista como uma doença crónica pelo Serviço Nacional de Saúde”, disse hoje à agência Lusa o presidente da PsoPortugal, João Cunha.
“Isso faz com que muitos doentes estejam impedidos de realizar os tratamentos porque nem sequer conseguem adquirir os medicamentos”, afirmou.
De acordo com a mesma fonte, um inquérito realizado junto dos associados da PsoPortugal revelou que a “esmagadora maioria das pessoas” tem uma despesa que ronda os 200 euros por mês.
“Como é fácil perceber, para muitas famílias este é um valor incomportável. Por isso, como a psoríase não mata, muitas vezes as pessoas deixam de fazer o tratamento para comerem, é uma necessidade básica”, lamentou. [...]
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