Psoríase

Um blogue. Um olhar diferente.

Deputados recebem a PSOPortugal

Já cá falámos da petição pelo Reconhecimento da Psoríase como doença Crónica impulsionada pela PSOPortugal – Associação Portuguesa da Psoríase. Neste âmbito, a associação foi recebida, em audiências separadas, pelos grupos parlamentares do Bloco de Esquerda, CDS/PP, PS, CDU e PSD. O intuito foi exactamente este, tentar sensibilizar os deputados para a necessidade do Serviço Nacional de Saúde classificar a psoríase como doença crónica. As razões? Este problema de pele fica, com maior ou menor intensidade, mais escondido ou mais visível, durante toda a vida. Depois, exige uma medicação constante, sob pena dos sintomas serem agravados. E há muito que a doença é reconhecida pelos médicos como doença crónica
Os cerca de 250 mil portugueses que dela padecem sentem-na igualmente como doença crónica.

Psoríase: cura pela luz?

Li hoje no sítio da Internet Diário da Saúde uma matéria bastante elucidativa e informativa intitulada Curativo de luz destrói células do câncer de pele em 30 minutos. O texto aflora uma forma inovadora para o tratamento de cancro da pele, tendo por base emissões de luz, numa terapia fotodinâmica. Produzido pela empresa britânica Polymertronics Limited, a solução revela-se eficaz para o tratamento de outras doenças de pele, como acne ou psoríase. Estaremos perante uma cura da psoríase pela luz?

Eis um pequeno excerto do artigo que não poderá perder:

Os testes iniciais dessa nova terapia fotodinâmica destruíram as células do câncer de pele em apenas 30 minutos. O equipamento foi desenvolvido pela empresa Polymertronics.

Os pesquisadores acreditam que o curativo de luz poderá ser utilizado para tratar outras condições médicas, como acne, psoríase, linfoma cutâneo de células T e doença de Bowen.

A psoríase e as células cutâneas

Li hoje no sítio da Internet Médicos de Portugal um artigo deveras interessante e esclarecedor intitulado Renovação acelerada. O texto aborda as causas da doença de uma forma simples, desprendida de pedantismos de termos técnicos complicados. É minha convicção que, se todos os que têm receio de se aproximar de pessoas com psoríase tivessem oportunidade de ler este texto, ficariam seguramente com outra opinião. É curioso que ao contrário de outras doenças, a psoríase aconteça não por carência de algo. Como muito bem nos diz o artigo:

O que está em causa é o ciclo de vida das células cutâneas. Numa pessoa saudável, é preciso cerca de um mês para que estas células ascendam da camada mais profunda da pele, onde são produzidas, para a camada mais superficial, onde acabam por morrer e descamar. Numa pessoa com psoríase, esta viagem dura apenas alguns dias, em resultado do que as células acabam por se acumular à superfície, gerando as lesões típicas da doença.

Este é um pequeno excerto do magnífico artigo supracitado, que não poderá perder.

Petição pelo reconhecimento da psoríase como doença crónica

No sítio on-line Petição .com.pt decorre uma Petição pelo Reconhecimento da Psoríase como doença Crónica.
Em Portugal, existem cerca de 250 mil pessoas que sofrem de psoríase. Pese embora a doença seja há muito reconhecida pelos médicos como doença crónica, não é reconhecida como tal pelo Serviço Nacional de Saúde. Os doentes que dela padecem sentem-na igualmente como doença crónica.

O texto que introduz o pedido é arrepiante. Eis um excerto:

[...] É uma doença que não mata nem é contagiosa, mas é para toda a vida.
Aparece quase do nada! A pele fica vermelha, seca, começa a escamar e por vezes gretar. No rosto, no couro cabeludo, nas mãos, nas pernas, nas costas… Chega a atingir mais de 90% do corpo.
Temos ainda a artrite psoriática, que nos deforma as articulações, dá-nos dor e deita-nos numa cama em alguns dos casos.
Incomoda ao olhar. Na verdade, incomoda muito a quem olha mas incomoda muita mais a quem é olhado. Incomoda de tal forma que há doentes que nem querem sair de casa, quando os surtos aparecem. Há doentes que são despedidos. Há doentes que se suicidam. As implicações psicológicas que a Psoríase provoca são tão profundas que a taxa de suicídio dos doentes é anormalmente elevada. [...]

Mais informações no sítio da PSOPortugal – Associação Portuguesa da Psoríase.

Cuide da sua pele

Li hoje no sítio da Internet do jornal Destak um artigo bastante esclarecedor intitulado Maioria dos portugueses nunca foi ao dermatologista. O texto, após efectuar uma incisiva e preocupante abordagem em relação ao forte impacto psicológico que os problemas cutâneos provocam a quem padece de doenças do maior órgão do corpo humano, refere números preocupantes que traduzem um descuido incrível da parte das pessoas.

Eis um pequeno excerto do artigo supracitado, que não poderá perder:

[...] 77% dos cidadãos nacionais nunca consultaram um especialista no tema e poucos dos que já o fizeram – 3% – procuram um dermatologista uma ou mais vezes por ano.

Isto apesar de, confirmam as estatísticas, as doenças cutâneas surgirem como a terceira patologia com maior índice de suicídios. «É actualmente reconhecida cientificamente a estreita relação entre a pele e a mente», explica Catarina Severiano, psicóloga no Hospital de Torres Vedras. «É através dela que nos relacionamos intimamente com o outro, logo é através dela que, muitas vezes, exteriorizamos o que sentimos e que, por vezes, dificilmente verbalizamos.» [...]

São os homens e as pessoas com mais idade os que menos pensam na saúde da pele. Os dados das entrevistas a 500 pessoas, realizadas pela ACNielsen, a que o Destak teve acesso, dão conta desse desleixo: 21% dos homens lusos não têm qualquer tipo de cuidados diários com a pele e 63% confessam nunca usar produtos para hidratar a pele, ao contrário das mulheres e dos jovens, que tendem a usar mais cremes adequados ao seu tipo de pele.

No entanto, a pele precisa de rotinas de higiene e hidratação diárias. «Quanto mais flexível, elástica e hidratada estiver, menos ela descama e fica irritada», afirma a dermatologista Leonor Girão. [...]

Embora 64% dos lusos reconheçam a incapacidade em identificar problemas de pele, 57% destacam o melanoma como o problema cutâneo mais preocupante. A acne ocupa a quinta posição (17%), sendo a celulite (8%) mais valorizada que a psoríase (3%), uma doença com gravidade variável, que afecta 250 mil pessoas no nosso país. [...]