Hoje é dia 29 de Outubro de 2010 no calendário gregoriano. Sexta-feira. Dia Mundial da Psoríase. Gostaria de vos deixar neste dia um vídeo muito interessante e importante produzido pela mão da PSOPortugal – Associação Portuguesa da Psoríase. Nele, figuras públicas como Dália Madruga, Iva Domingues, Carlos Rodrigues ou Hélio Loureiro apresentam a sua relação com a doença, contribuindo com o seu testemunho. Fica uma ideia para hoje: falarmos abertamente sobre a nossa doença com o intuito de ajudar outros que dela padeçam e, ao mesmo tempo, libertarmos os nossos receios e ansiedade!
A leitora Tatiana, no seu incrível comentário ao artigo Psoríase: efeitos psicológicos, demonstra como todos nós, portadores de psoríase, podemos dar a volta por cima às situações mais difíceis que a nossa doença proporciona. O seu testemunho ajudará muita gente. Muita gente mesmo. Leiam!
Diz-nos a leitora:
Olá pessoal, quero dizer que tenho psoríase em todas as partes do meu corpo. Tentei várioas tratamentos que não deram certo, agora larguei mão disso tudo ( é só gastar dinheiro a toa). Sou Cheff de cozinha e no último restaurante que trabalhei todos me tratavam com preconceito ( e de fato,meus cotovelos são horríveis). Quase fiquei depressiva mas sabe de uma coisa… pedi a conta eu mesma, não to nem aí p a opinião das pessoas, sinto apenas pena pela ignorância desses “cabeças de bagres”. Como sou regeitada em todas as entrevistas de emprego devido ao meu problema resolvi fazer pão caseiro para vender, hoje emprego mais 3 pessoas. Vejo que na verdade meu sofrimento foi em vão. Hoje ganho muito mais do que quando empregada, não preciso aguentar ordens de patrões leigos e ignorantes. Me arrumo muito bem, me perfumo, faço maquiagem, não preciso de psicólogo e nem de “Igrejas” pra levantar minha alta estima. Sou feliz, muito bem casada há 10 anos e tenho duas filhotas lindas. Não fico constrangida qdo as pessoas olham p minha pernas e meus braços com cara de espanto, se vejo q estão olhando eu vou até a pessoa e explico o que tenho p aprenderem. Uso saia, biquines e vivo normalmente, só me lembro que tenho psoríse qdo as pessoas olhasm demais, só. Não fico me matando ao poucos, quero mais é ser feliz. Bjos a todos
Hoje é dia de conteúdo novo. No entanto, não escrevi nenhuma entrada; resolvi antes publicar uma vez mais os artigos mais debatidos deste espaço. Resolvi fazê-lo porque é importante que os novos leitores os possam conhecer e acompanhar, e também porque os assuntos neles expostos suscitam questões que, sem dúvida, merecem mais opiniões. Uma vez mais, obrigado a todos os que participam neste blogue.
Eis então alguns dos artigos mais debatidos:
Eis o nosso disclaimer, há muito tempo publicado. É fundamental que o leiam. Por ser tão importante, tem uma página própria (endereço http://www.psoriase.eu/disclaimer/), além de estar escrito na íntegra em cada artigo, imediatamente antes da caixa de comentários.
Atenção: Este blogue visa estreitar relações entre doentes com psoríase, partilhando experiências que permitem melhorar a qualidade de vida de quem padece deste problema. Cada caso é um caso, e cada tratamento neste espaço sugerido, por mais eficaz que possa parecer, deverá ser sempre acompanhado de supervisão médica.
Não me responsabilizo por quaisquer consequências indesejáveis que surjam por uso adequado ou inadequado do referido nos artigos e nos comentários de leitores.
Acabo de ler na «Revista de imprensa dos Açores», na edição on-line do jornal Açoriano Oriental, que a psoríase é “[...] uma doença com maior incidência nos Açores que em Portugal continental”. A notícia foi publicada no semanário Correio dos Açores. Não fazia ideia deste indicador. Lembrei-me de imediato do artigo Cura para a psoríase estará nos Açores? que falava de Albano Ferreira, um Açoriano de São Miguel, e de uma notícia do Portal do Cidadão com Deficiência que contava um pouco da sua história. (Este post deu depois origem ao polémico artigo escrito neste espaço pelo próprio: Psoriase – Doença sem cura…?). Voltando um pouco à presente entrada: alguém conhecia estes dados estatísticos? Alguém aventa alguma hipótese para o facto?
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