Janeiro 15, 2011 | Sem categoria | por Helder Encarnação
A leitora Marci, no seu comentário ao artigo Feliz 2011!, dá uma lição de força, de perseverança, de coragem e de estímulo a todos nós, portadores de psoríase. Mais um testemunho de quem sofre com a doença. As suas palavras ajudarão muita gente!
Diz-nos a leitora:
Em primeiro lugar gostaria de parabenizar e agradecer o idealizador desse site pela iniciativa, portanto, muito obrigada Helder.
Talvez não saiba o quanto, mas me ajuda muito.
Eu acesso todos os dias e me identifico com as centenas de pessoas que postam aqui.
Hoje decidi escrever, não apenas ler.
Gente como é dificil não é?
Assim como todos vocês não sei mais o que fazer para amenizar minhas crises, já tentei de tudo e mais um pouco.
Digo que não desisti, nem pretendo tão logo, tenho muitas esperanças que um dia chegue a cura, acredito que tenha muita gente trabalhando para isso.
E nós que somos os maiores interessados temos que acreditar e ter fé.
A minha psoriase começou a se manifestar quando eu tinha 15 anos numa fase da minha vida em que sentia muito medo de perder minha mãe, que ficou muito doente,hoje eu tenho 28 anos, mas até então tinha só no couro cabeludo, há um ano, infelizmente minha mãezinha faleceu e como eu já imaginava não foi e não está sendo nada fácil. como num pesadelo, na manhã seguinte meu corpo amanheceu forrado de psoriase gutata e desde então todos os dias ganho uma bolinha nova.
Já fiz terapia, passei centenas de vezes com psiquiatra e psicologos, sei que o nosso problema é mais emocional do que a pele propriamente dito, mas não teve jeito, até pouco tempo estava fazendo tratamento com um excelente médico homeopata na minha cidade, mas infelizmente meus recursos financeiros acabaram e não pude prosseguir, voltei para o meu dermatologista, ele é ótimo, mas é como ele diz o tratamento dos doentes de psoriase depende 50% do paciente e 50% do médico.
Digo que hoje tento me alimentar da maneira mais saudavel possível, nós temos certa intolerancia a glúten, todos sabem disso? É bom quem evitemos ao máximo o exagero, passo minhas pomadinhas todos os dias, as já tão conhecidas Daivobet, Psorex, etc, etc… não tem surtido muito efeito, mas continuo acreditando que uma hora vai dar certo, sei que meu psocologico ainda não está 100%, isso atrapalha e muito, mas 2011 vai ser melhor e se Deus quiser não só eu, como todos nós companheiros de luta, ficaremos bem… acreditem!
Não é fácil para gente, mas tem muita coisa pior, isso é fato.
E não desistam, eu vou tentando e dividindo com vcs…
Sempre que souber algo que possa nos ajudar, vou postar aqui e vou continuar lendo todos os dias, é como se eu soubesse que não estou sozinha.
Acho que não estou mesmo!
Forte abraço e força a todos!
Marci.
Dezembro 31, 2010 | Geral | por Helder Encarnação
Nestes momentos de viragem de página no calendário gregoriano, importa que ganhemos energia renovada para que possamos compreender a nossa doença mais profundamente e, deste modo, consigamos viver melhor com ela.
Reitero o que digo todos os anos nos posts alusivos a este data: todos são bem-vindos a partilhar experiências sobre a doença que neste espaço nos reúne: a psoríase. Não se inibam de partilhar formas de tratamento, terapêuticas naturais, dicas, dúvidas e anseios, de modo a que possamos ajudar-nos mutuamente.
Caso queiram, poderão contribuir com artigos de vossa autoria que julguem importantes para a nossa comunidade de leitores. Se souberem de algum site que aqui não esteja referenciado, não hesitem em contactar-me. Obrigado.
Que 2011 vos traga tudo de bom! Acreditem, porque irão seguramente melhorar!
Um grande abraço! Feliz Ano Novo!
Dezembro 15, 2010 | Sem categoria | por Helder Encarnação
Hoje temos mais uma lição de vida — a quinta — de quem sofre com a psoríase. Desta vez, falamos de um comentário da leitora Célia ao artigo Pomadas para tratamento da psoríase, deixando um testemunho positivo sobre a forma como se deve encarar esta doença, dando-nos conselhos e uma recomendação.
[...] Tenho psoríase desde os 14 anos. (altura em que faleceu a minha avó paterna).Tinha apenas nos cotovelos e associava aquela ligeira escamação ao facto de andar na escola e roçar com os cotovelos nas secretárias. Aos 28 anos sou mãe e foi o pediatra do meu filho quem me alertou de novo para a aparência dos meus cotovelos. Não liguei.Aos 30 anos, tomei um medicamento para a dor de cabeça e, nessa altura desencadeou-me uma urticaria muito grande. Fui de imediato às Urgências hospitalares e lá foi-me administrada uma injecção para diminuir todo aquele inchaço e mau estar corporal. Desde aí, não sei se tem algo a ver com o caso ou não, mas o certo é que começaram a surgir manchas vermelhas nos meus joelhos. No inicio parecia que eu tinha caído e magoado os joelhos, mas depois começou a cobrir toda a zona dos joelhos e também das pernas.Foi horrível. Deixei de vestir saias e comecei a isolar-me em casa.Quando dava banho ao meu filho sentia dores pois as crostas estalavam. Comecei a evitar também fazer algo que adoro que é praia. Odiei-me durante bastante tempo. Revoltei-me com o mundo.
Mais tarde consegui falar com um homeopata e expor a situação. Segui um tratamento recomendado e melhorei ligeiramente. Mas eu queria ficar sem aquilo nos meus joelhos. Todas as pessoas olhavam para mim com pena. Então de há três anos para cá pensei: Não tem cura mas também não contagia.Comecei a fazer muita praia, a usar saias e corsários e comecei a aplicar uma loção o Psodermil e também na versão pomada. Comigo deu algum resultado visível. hoje apenas tenho umas ligeiras manchas quase imperceptíveis nas pernas e joelhos. Tenho também o cuidado de manter o corpo sempre hidratado.
Vamos ver quando chegar o Inverno, mas neste momento sinto-me bem comigo e isso é o mais importante para poder encarar o mundo de frente. Hoje digo bem alto ” Eu tenho Psoríase” e depois? vamos alternando medicamentos para não criar habituação e quem não gostar que não olhe.
Temos de encarar e aceitar que temos psoríase para podermos lidar melhor com a situação e com os outros.
Recomendo a todos que têm Psoríase que não desistam. Um dia havemos de ter um medicamento que acabe de vez com esta patologia.
Novembro 30, 2010 | Sem categoria | por Helder Encarnação
A leitora que assina como maria, no seu comentário ao artigo Psoríase: que sintomas?, revela a sua positiva mas prudente forma de encarar a psoríase. A sua atitude perante a doença ajudará muita gente.
Diz-nos a leitora:
Olá, tenho 27 anos e psoríase desde os 12. O meu pai, a minha tia materna e uma prima paterna também têm, mas todos com manifestações diferentes. O meu pai e a minha prima não têm qualquer lesão neste momento e eu tenho umas “gotinhas” na barriga mas bastante na cabeça
. Não é um assunto muito discutido na família, mas faço questão que seja conhecido por todos para que não seja uma surpresa em mais nenhum membro da família. Não considero uma doença, já estou habituada. Para mim é um estilo de vida, se a doença se manifestar mais agressiva é sinal que tenho de acalmar. Sou muito ansiosa mas mesmo assim consigo ter as lesões controladas.
Quero muito ser mãe e sei que o gene da doença será transmitido, mas possivelmente só se manifestará em gerações posteriores.
Não deixem que a doença vos controle. Esqueçam-na mas façam os tratamentos. Optem por prevenir: manter a calma e hidratar a pele.
Comigo vai funcionando… até um dia!
Novembro 15, 2010 | Sem categoria | por Helder Encarnação
Mais uma lição de vida de quem sofre com a psoríase. A leitora Ana Moreira, no seu comentário ao artigo Psoríase é doença crónica!, deixou um testemunho bastante positivo sobre a forma alegre como se deve encarar a doença.
[...] Sofro de psoriase desde os 11 anos, actualmente tenho 25. Começou no couro cabeludo, depois pernas, braços e ao poucos pelo corpo todo. Tenho cerca de 40% da área corporal afectada. Também já tenho vários sintomas de artrite psoriática, que piora devido a uma escoliose na coluna. Tudo piora com os corticosteróides, mas é difícil largá-los. É uma chatice, não mata mas moi. E dói, porque quando estou pior tenho dores nas lesões.
Mas enfim, a vida é mesmo assim, que se pode fazer? Nem tudo é mau, aprendemos a olhar para as coisas de outra forma, eu rio-me quando alguém que conheço não vai à praia porque lhe apareceu uma borbulha nas costas, ou porque tem um calo num sítio qualquer ou um corte. Pobres de espírito…
Havemos um dia todos ganhar esta batalha, e até lá… sol, muito sol, e no Inverno tentarmos aguentar, muita calma, muito desporto, e boa mesa, porque a vida vale pelos prazeres que ela nos proporciona… [...]
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