Já falámos neste espaço da petição pelo reconhecimento da psoríase como doença crónica impulsionada pela PSOPortugal – Associação Portuguesa da Psoríase. Vimos também que, neste âmbito, a associação foi recebida pelos grupos parlamentares do Bloco de Esquerda, CDS/PP, PS, CDU e PSD. O objectivo foi tentar sensibilizar os deputados para a necessidade do Serviço Nacional de Saúde classificar a psoríase como doença crónica. As razões que sustentam o pedido são claras e objectivas. Além disso, há muito que este problema de pele é reconhecido pelos médicos como doença crónica.

Exige igualmente uma medicação constante, sob pena dos sintomas serem agravados. E é em relação a este ponto que gostaria de focar o artigo de hoje.
Eis um pequeno excerto do artigo intitulado «Doentes querem reconhecimento como doença crónica» publicado no jornal Diário de Notícias na sua edição on-line:

[...] “O essencial do problema é que a psoríase é uma doença crónica para nós [doentes] e para os médicos, que a tratam como tal, mas não é vista como uma doença crónica pelo Serviço Nacional de Saúde”, disse hoje à agência Lusa o presidente da PsoPortugal, João Cunha.

“Isso faz com que muitos doentes estejam impedidos de realizar os tratamentos porque nem sequer conseguem adquirir os medicamentos”, afirmou.

De acordo com a mesma fonte, um inquérito realizado junto dos associados da PsoPortugal revelou que a “esmagadora maioria das pessoas” tem uma despesa que ronda os 200 euros por mês.

“Como é fácil perceber, para muitas famílias este é um valor incomportável. Por isso, como a psoríase não mata, muitas vezes as pessoas deixam de fazer o tratamento para comerem, é uma necessidade básica”, lamentou. [...]