O meu nome é Albano Soares Ferreira. Há alguns anos sofri de psoriase , doença, que na altura em que podia ser bem visível em mim, atormentou tremendamente a minha vida no dia a dia, tanto psicológica, como socialmente.

Então, não tendo encontrado disponível, qualquer resposta eficaz, que me permitisse sanar este mal de que sofria, resolvi-me por começar a aplicar simultaneamente alguns fármacos, que sabia fazerem diminuir em mim, a manifestação dessa doença.

Para facilitar a sua aplicação simultânea e nas doses mais adequadas, optei por dissolvê-los em água, obtendo assim um soluto, que por aplicação regular e continuada, devolveu à minha pele um aspecto saudável, que tenho mantido ao longo dos anos, desde essa altura.

Porém, com estas tão visíveis melhoras, desde logo me vi cercado, por pessoas, que sofrendo do mesmo mal tentavam encontrar em mim uma solução, para esse seu problema.


Assim sendo e por se ter começado a espalhar essa notícia eu acabei, por vir a ser entrevistado, pela jornalista Srª Dª Luísa Couto, para a estação de televisão TVI, que também o fez na qualidade de colaboradora do jornal diário “Açoriano Oriental”.

Esta entrevista, que por alegadas questões de programação não chegou a ser emitida, pela estação televisiva TVI, foi publicada na íntegra no jornal Açoriano Oriental, no dia 21 de Novembro de 2005, com o título: “Açoriano afirma ter descoberto cura para a psoríase”.

Foi assim, que conjuntamente com alguns esclarecimentos sobre a referida doença, com alguns métodos conhecidos, para minimizar os seus efeitos nefastos (já que, pelo menos então, não era conhecida, qualquer cura para esta doença), também saiu acompanhada de uma apreciação médica, que se tornou, desde logo e à partida descabida uma vez, que foi feita por um médico, que não tinha formação especializada, nesta área da saúde. Tudo isto, no seu conjunto, acabou por ocupar por completo, a segunda página da edição do jornal desse dia.

Achando a apreciação médica publicada inadequada, por esta não ter sido solicitada a um médico de doenças de pele, contactei a jornalista, que me esclareceu a respeito, que os clínicos da especialidade de dermatologia, não se encontravam no hospital naquele momento e assim disponíveis para o fazer.
Dado, que necessitaria de um parecer médico, para complementar a reportagem, esse fora o possível, visto aquele clínico, se ter prestado a dá-lo…

O certo é, que passados dois anos e meio sobre a publicação da referida reportagem, continuo sem me ver afectado, por qualquer manifestação visível, dessa tão traumatizante doença, que naquela altura, já se alastrara em grande parte do meu corpo, afectando-me principalmente e quase por completo o couro cabeludo e a minha cara, para além das costas. Foi por esse motivo, que nessa altura me sentira inúmeras vezes inibido de sair de casa, já que me apercebera, que algumas pessoas, principalmente as que costumava cumprimentar com um beijo, sentiam repulsa em fazê-lo…

Desde essa altura (o momento em que me considerei curado dessa doença), apenas uso, como “aftershave” e por mera precaução, um dos seus componentes diluído em água, pese embora, no resto do corpo os sinais da doença, nunca mais tenham voltado a reaparecer!

A certa altura, tendo tomado consciência, de que tinha atingido os meus evidentes limites, para continuar sozinho um caminho, que levasse a aperfeiçoar o produto, com vista a colocá-lo no mercado disponível a todos quantos dele precisassem, não hesitei em procurar outros meios, para o fazer. Foi Assim, que procurei ajuda especializada, tendo contactado telefonicamente laboratórios médicos e um dermatologista, que exerce a sua actividade profissional em Ponta Delgada, com quem me disponibilizei a colaborar. Absurdamente, todas estas “portas” me foram fechadas.

Julgo oportuno referir, que o médico dermatologista, por “alegada falta de tempo” nem sequer quis por a hipótese, de se vir a abordar esse assunto, embora ele decerto fosse do interesse de muitos dos doentes, que lhe passam pela sua consulta hospitalar ou particular, não honrando, de modo algum o juramento de Hipócrates um dia feito. Quanto aos laboratórios médicos contactados, esses informaram-me não estarem abertos, à colaboração de pessoas, que não integrassem os seus próprios quadros de pessoal…

Entretanto o tempo passou! Eu felizmente não me sinto mais vítima, de qualquer discriminação, pois hoje ninguém diria, que algum dia eu sofri de psoriase. Eu próprio ter-me-ia “esquecido” desse facto, não fora o caso de, por vezes, ser contactado por pessoas, que encontram no site www.psoriase.eu/ (page 3), ou também buscando na Google: “Açoriano afirma ter descoberto cura para a psoriase” ou ainda em”Tratamento da psoriase” – “NOTÍCIAS – PORTAL DO CIDADÃO COM DEFICIÊNCIA”, a transcrição completa da reportagem saída no supra citado jornal.

Esse, é o motivo, que me faz fazer publicar esta referência. Nela aproveito, para reafirmar a minha inteira disponibilidade, para vir a ser observado, por um médico da especialidade, que o entenda fazer e, de igual modo, dar a minha total colaboração a qualquer entidade ou pessoa, com conhecimento científico sobre esta doença, a qual possa vir a contribuir, no sentido de se poder caminhar, para o desenvolvimento de um medicamento eficiente e acessível, que permita aliviar o tremendo sofrimento, principalmente psicológico, de tantos milhões de pessoas, que sofrem desta doença – aproximadamente 3% da população mundial.

São vários os médicos da consulta externa do hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, que tiveram oportunidade de diagnosticaram essa doença em mim. Eles são a única prova, que poderia apresentar, de quanto eu, fui afectado por ela nessa altura, pois infelizmente (mas compreensivelmente), sempre destrui todas as fotografias, nas quais me eram visíveis os seus sinais.

É assim, que digo a todos vocês, os que sofrem desta doença, que dois anos e meio depois, da notícia ter sido divulgada, pelo jornal Açoriano Oriental, continuo (embora involuntariamente) com uma eventual solução, para o problema de muitos de vós, guardada na gaveta.

Sei o quanto custa ser alvo de descriminado social. Por isso, espero um dia não me ver partindo deste mundo frustrado, sem ter conseguido tornar úteis os conhecimentos, que adquiri na matéria, apenas, por não ter possuído um “diploma”, que me permitisse fazê-lo…

Albano da Ponte Soares Ferreira