Caros leitores: o artigo de hoje traz mais uma lição de vida de quem sofre, na pele e na alma, as amarguras da psoríase. Desta vez, falamos de Victoria Sanderson. Aos 17 anos, deixou a carreira de modelo devido a esta doença de pele. Leiam o seu testemunho e ponto de vista. Está tudo no sítio Terra Brasil, no artigo intitulado «Modelo relata impacto de doença de pele em carreira».
Eis um excerto:
Victoria Sanderson era uma modelo de 17 anos quando sua vida sofreu uma reviravolta por causa de uma grave doença de pele. Primeiro, ela começou a perceber umas manchas vermelhas nos cotovelos. Depois de alguns dias, estava coberta da cabeça aos pés com placas avermelhadas que não desapareciam.
“Tive que deixar de posar, porque não podia mais servir como modelo para ninguém. Também perdi meu emprego de garçonete em um restaurante chinês porque o patrão dizia que eu estava afugentando a clientela”, contou.
Hoje é dia 29 de Outubro de 2010 no calendário gregoriano. Sexta-feira. Dia Mundial da Psoríase. Gostaria de vos deixar neste dia um vídeo muito interessante e importante produzido pela mão da PSOPortugal – Associação Portuguesa da Psoríase. Nele, figuras públicas como Dália Madruga, Iva Domingues, Carlos Rodrigues ou Hélio Loureiro apresentam a sua relação com a doença, contribuindo com o seu testemunho. Fica uma ideia para hoje: falarmos abertamente sobre a nossa doença com o intuito de ajudar outros que dela padeçam e, ao mesmo tempo, libertarmos os nossos receios e ansiedade!
A entrada anterior falou das mudanças a que este espaço seria sujeito. Conforme prometido, eis as novidades mais relevantes neste blogue que comemorou o seu quarto aniversário este ano:
Celebrámos, há poucos meses, o quarto aniversário. O artigo anterior foi o centésimo. Estes são, sem sombra de dúvida, marcos importantes neste espaço virtual que visa estreitar relações entre doentes com psoríase e que promove a partilha de experiências, com o intuito de melhorar a qualidade de vida de quem padece desta doença de pele comum a milhões de pessoas. Pessoas como eu.
E este espaço vai mudar. O próximo post já abordará todas as mudanças a que o blogue será sujeito, interna e externamente.
Quem sofre de psoríase sente, além das próprias lesões a nível físico, o enorme impacto psicológico que a doença traz consigo.
Recordo um post trazido cá há tempos, que falava de um estudo de avaliação dos efeitos emocionais da psoríase nos doentes, levado a cabo pela Datamédica, em parceria com a PSOPortugal, Associação Portuguesa da Psoríase. Tratou-se do primeiro estudo sociológico sobre a psoríase em Portugal, auscultando o impacto do problema em 150 doentes com psoríase.
«[...] A psoríase é uma enfermidade crônica inflamatória, não contagiosa, que afeta a pele, couro cabeludo, unhas e mucosas e atinge cerca 190 milhões de pessoas no mundo (2 a 3% da população) e por volta de 3 milhões somente no Brasil. Porém, estima-se que somente 5% dos pacientes estejam em tratamento.»
Repare-se: 5%. É o que costumo dizer: a psoríase é de tal modo incomodativa que só queremos esquecer que ela existe.
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